Não há consenso no Fed, diz economista do HSBC

É visível a falta de coesão entre os membros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano)sobre a condução da política monetária nos Estados Unidos, na opinião do economista-chefe do HSBC para os Estados Unidos, Kevin Logan.

Nalu Fernandes, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2010 | 00h00

Com o juro básico entre zero e 0,25%, as ferramentas que precisam ser usadas para a flexibilização não são convencionais. "Os membros do Fed não têm certeza sobre os efeitos dessas ferramentas sobre a inflação e a economia. Com isso, os riscos no mercado financeiro estão mais elevados", alertou, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo.

Atualmente, argumenta Logan, os membros do comitê do Fed não têm uma teoria coesa sobre como devem conduzir a política monetária. Há alguns anos, lembra ele, quando focalizavam o juro básico como ferramenta, os diretores estavam em acordo sobre como analisar a situação econômica e conduzir a política de juros. "Muito foi feito em termos da chamada regra de Taylor, segundo a qual o juro deveria ser alterado dependendo das ocorrências de inflação e desemprego. Quando discordavam era simplesmente sobre o timing ou o tamanho da decisão, mas havia acordo sobre a análise central da decisão."

James Bullard, do Fed de St. Louis, citou, ontem, 50% de chances de que haja retomada do programa de compra de ativos, o que caracteriza a chamada flexibilização quantitativa. Thomas Hoenig, do Fed de Kansas, disse que os EUA precisam sair da política de juro zero, ao passo que o presidente Ben Bernanke declarou, no início do mês, que a política monetária deve continuar frouxa até que ocorra crescimento sustentado do emprego.

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