Não há constrangimento em corte da Selic, afirma Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, disse que a decisão do Copom de reduzir neste mês a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,25 ponto porcentual ? de 16,5% ao ano para 16,25% ao ano - mostra que o comitê "não está preso a atas". A afirmação de Meirelles foi feita após questionamento do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que havia afirmado que a ata de janeiro havia aprisionado as demais atas do Copom. Segundo Meirelles, as decisões do Copom são tomadas tendo como base os melhores dados disponíveis no momento das reuniões. Segundo ele, depois do corte de 10 pontos porcentuais no segundo semestre de 2003, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu no início deste ano dar uma parada para analisar os efeitos dos cortes e o comportamento dos indicadores de preços. Neste mês, o Copom entendeu que havia espaço para um novo corte da meta da Selic. "O Comitê mostrou que não há constrangimento na tomada de decisões." Ousadia Meirelles, afirmou ainda, em resposta a uma pergunta do senador José Agripino Maia (PFL-RN), que a ousadia não é necessariamente positiva. Meirelles lembrou que, no passado, o Brasil já adotou medidas "de muita ousadia", como o confisco da poupança, congelamento de preços, uso de tablitas e a moratória da dívida externa. "Essas medidas foram muito ousadas", disse Meirelles. O presidente do BC aproveitou ainda para dizer que ousadia é "fazer o certo". "Temos que ter a ousadia de dizer que o caminho certo é esse e que vamos seguí-lo", afirmou.

Agencia Estado,

25 Março 2004 | 15h12

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