Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Não há crise do gás, garante ministério

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, do Ministério das Minas e Energia, Marcio Zimmermann, afirmou que não existe crise do gás, ao ser questionado sobre os problemas enfrentados na Bolívia, nosso principal fornecedor do combustível. "Não há crise do gás. Temos um tratado entre duas nações que ampara um contrato entre duas empresas e está sendo cumprido", garantiu. A Petrobras e a boliviana YPFB têm um contrato para compra e venda de gás natural em vigor até 2019, mas o governo de Evo Morales tem feito pressão para aumentar o preço do combustível acima do acordado. Na área de refino, a estatal brasileira ameaça sair da Bolívia caso prevaleça a intenção de transformá-la em mera prestadora de serviços, mas tem ressaltado que a área de gás natural não teria nenhuma ligação com a decisão sobre o refino.Desde o decreto supremo de nacionalização das reservas de petróleo e gás da Bolívia, a tensão entre os dois países cresce a cada medida que torna realidade a determinação do governo de Evo Morales. Apesar disso, o governo brasileiro continua contando com o abastecimento de gás do país vizinho de 30 milhões de metros cúbicos diários. Tanto que esse volume será incluído no Plano Nacional de Energia, que traça as estratégias para o setor até 2030, embora o contrato de fornecimento vença em 2019. "Mantivemos o suprimento da Bolívia, mas estamos incluindo também um aumento considerável da produção nacional e a importação de GNL", disse o secretário ao apresentar o plano, durante o 8º Encontro Nacional de Energia e Eletricidade (Enercom).No caso do gás natural liquefeito (GNL), a Petrobras prevê o início da importação a partir de 2009, quando deverão estar concluídas as duas unidades de regaseificação uma em Pernambuco e no Rio de Janeiro. O GNL é um gás transformado em líquido e pode ser transportado por navio, ao chegar no Brasil precisa ser transformado em gás novamente, por isso, a importância da construção das unidades.O secretário disse que a meta do plano é trabalhar para a segurança energética e chegou a levantar a possibilidade de um dia o Brasil ser auto-suficiente em gás, da mesma forma que no petróleo, mas não disse quando isso será possível. "É desejável que todo país tenha segurança energética e podemos atingir a auto-suficiência também em gás natural", afirmou.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 18h57

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.