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Não há expectativa de desemprego no País, assegura Meirelles

Presidente do Banco Central prevê que emprego vai continuar crescendo em 2009, embora em ritmo mais lento

Adriana Fernandes, de O Estado de S. Paulo,

27 de novembro de 2008 | 10h17

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, previu que o emprego vai continuar crescendo em 2009, embora em ritmo mais lento do que o registrado ao longo ano. Não há expectativa de desemprego no País, assegurou Meirelles, por conta dos efeitos da crise financeira internacional no próximo ano. Segundo ele, o BC está monitorando "cuidadosamente" o comportamento do emprego para fazer o "diagnóstico e o tratamento" do problema. Os bancos oficiais, disse ele, estão atuando para garantir a manutenção do emprego no País.   Veja também: Desemprego em SP tem menor taxa para outubro em 16 anos De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise     Dados divulgados na quarta-feira mostram queda do desemprego no mês de outubro. Segundo a avaliação dos coordenadores da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Seade e do Dieese, os impactos da crise financeira internacional ainda não foram sentidos no mercado de trabalho brasileiro.   A queda do desemprego em outubro, porém, já era esperada e traduz um comportamento usual para o período, já que tradicionalmente, com o recebimento do 13º salário, os trabalhadores vão às compras, e tanto comércio quanto indústria se preparam para esse movimento contratando mais empregados. A notícia ruim do mês foi a redução do rendimento dos trabalhadores, de 0,5% em setembro ante agosto, passando a valer R$ 1.167.   Em Goiânia, onde participou na noite de quarta-feira, 26, da abertura do 14º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresariais, Meirelles disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preocupado com a manutenção do emprego nesse cenário de crise financeira internacional e que o BC está atuando para evitar o problema. "Estamos atuando através das medidas do BC e de uma ação mais forte dos bancos oficiais de maneira a manter a economia funcionando e preservar o emprego."   O presidente do BC ressaltou que a manutenção do emprego é fundamental, porque é a "finalidade" última da política econômica. "Em se cumprindo as previsões de uma desaceleração do crescimento, mas ainda bem acima dos padrões mundiais, esperamos que mesmo com uma diminuição da taxa de expansão do emprego, se mantenha o crescimento e, portanto, não haja desemprego", afirmou.    Na palestra de abertura do Congresso, Meirelles destacou que o forte aumento do emprego e da massa salarial nos últimos doze meses permitiram ao Brasil "entrar forte" na crise, ao contrário de outros países. "A massa salarial esta crescendo muito, 8,6% nos últimos 12 meses. Isso significa que o Brasil entra na crise com uma economia mais forte, sólida", destacou.   Consumo   Meirelles avaliou ainda que o consumo forte no mercado doméstico é uma vantagem do Brasil em relação aos outros países nesse momento de crise. Ele citou que as vendas no varejo cresceram 10,3%, nos últimos 12 meses até setembro.   "O Brasil entra na crise com consumo forte no mercado doméstico. Isso é muito forte. Uma vantagem em relação aos países asiáticos que têm economia muito baseada na exportação aos Estados Unidos e Europa."   Apesar da expectativa de desaceleração do ritmo de crescimento econômico em 2009, Meirelles disse que em 2010 o mercado vai começar a se recuperar. "O Brasil entra na crise crescendo com mais força. Para vocês (empresários), é uma excelente notícia, porque o ano que vem será um mercado mais difícil do que 2008. Em 2010, o mercado deve começar a se recuperar, no entanto, o mercado já está aí", avaliou.   PAC   Na avaliação de Meirelles, é importante que o País simplifique a sua estrutura de funcionamento e diminua a burocracia. O presidente do BC também enfatizou a necessidade de manutenção do investimento em infra-estrutura nesse momento em que o Brasil sobre os efeitos da crise financeira internacional.   "Investimento em infra-estrutura é importante continuar. O presidente Lula está comprometido com isso. Tem o PAC. É importante que ele continue com alta prioridade", disse.   (com Anne Warth, da Agência Estado)

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