Não há fonte para reajuste de 7,7%, diz ministro da Previdência

Porcentual significaria um custo adicional de cerca de R$ 1,8 bilhão, segundo o ministro

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

19 de abril de 2010 | 15h40

O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, disse há pouco que a Previdência não possui recursos para arcar com um aumento de 7,7% para os aposentados como querem parlamentares. "É 80% do PIB (de aumento real). Eu não vejo fonte de custeio para isso. Se o ministro da Fazenda encontrar fonte de custeio e o presidente aprovar, eu vou acatar", disse Gabas. O porcentual significaria um custo adicional de cerca de R$ 1,8 bilhão, segundo o ministro, sobre o reajuste proposto pelo governo em medida provisória, de 6,14%.

 

Gabas relatou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ficou de avaliar a viabilidade de conceder 7% em vez de 6,14%. O porcentual de 7% foi proposto para os dois ministros pelo líder do Governo na Câmara dos Deputados, Candido Vaccarezza (PT-SP), com o objetivo de pacificar os parlamentares. Gabas afirmou que o aumento para 7% consumiria mais R$ 1,1 bilhão.

 

O Congresso e o ministro da Fazenda,Guido Mantega, ficou de fazer um estudo das contas e levar ao presidente a discussão. "Não houve um acordo de que o reajuste seria de 7%. Eu não participei de nenhuma outra reunião em que se validou o acordo. Não quer dizer que ela não tenha acontecido. Pode ser que o presidente tenha autorizado ao ministro Guido e o ministro autorizou o líder ou o ministro Alexandre Padilha (das Relações Institucionais)", afirmou.

 

O ministro Gabas, em seguida, voltou a dizer que não houve acordo para um reajuste de 7%, mas que se a Fazenda conseguir recursos e o presidente aprovar, não há problema. Segundo Gabas, "o único acordo feito" foi antes da medida provisória que trata do tema ser enviada ao Congresso: feito pelo Ministério da Previdência com sindicatos e associações de aposentados para que o reajuste fosse de 6,14%, que corresponderiam INPC mais metade da variação do PIB de 2008.

 

"Tenho certeza que deputados e senadores terão responsabilidade nessa discussão. Quando se coloca um encargo desse tamanho nas contas da Previdência, está se discutindo a viabilidade da Previdência Social, dessa política que é importante para todo mundo. Isso não pode se misturar com qualquer aventura eleitoreira", afirmou. O ministro deu as declarações em entrevista coletiva na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Tudo o que sabemos sobre:
previdênciaPIBreajuste

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.