finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Não há garantia de que mercados vão reagir bem a corte de juros nos EUA, diz analista

"Os mercados ainda estão procurando preços dos ativos que correspondam à paralisação da economia", diz Pedro Paulo Silveira

Mateus Fagundes, Broadcast/Estadão

15 de março de 2020 | 20h54

Os mercados globais podem não reagir de forma satisfatória em um primeiro momento à ação do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) de baixar os juros para perto de zero e criar um programa de compra de bônus de US$ 700 bilhões. A avaliação é do economista-chefe da Nova Futura, Pedro Paulo Silveira.

"Vai ser importante para segurar a liquidez, mas não tem garantia de mercados acionários reajam de forma satisfatória neste momento. Os impactos do coronavírus à atividade econômica são muito elevados", afirmou, citando a queda dos futuros de Nova York durante a sessão asiática.

Silveira crê, contudo, que deve haver uma estabilização de expectativas. "Os mercados ainda estão procurando preços dos ativos que correspondam à paralisação da economia que o coronavírus provoca", disse.

Ao lado do Fed, os maiores bancos centrais do mundo anunciaram uma ação conjunta e coordenada para dar liquidez em dólar ao mercado financeiro, por conta da pandemia do coronavírus. Em conjunto com o BC norte-americano, o Banco Central Europeu (BCE), o Banco do Canadá, o Banco do Japão e o Banco Nacional da Suíça divulgaram comunicado sobre a operação, que será feita por meio de um arranjo via programa de swaps.

Estes BCs concordaram em reduzir em 25 pontos-base o preço do programa de liquidez em dólar via swap, barateando os custos. Para aumentar a efetividade das linhas de swap, o comunicado conjunto informa que os bancos centrais estrangeiros que operam com linhas de liquidez em dólar também concordaram em participar deste esforço.

O novo preço do programa de swap e o prazo dos papéis vai permanecer a disposição do mercado financeiro até que seja necessário para dar liquidez e garantir o funcionamento dos mercados de financiamento em dólares, ressalta o comunicado.



Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.