Não há ingerência política no preço dos combustíveis, diz Gabrielli

O presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli negou hoje na capital baiana a existência de qualquer ingerência política na administração dos preços dos combustíveis no Brasil. Há meses, a estatal acompanha a variação do preço internacional do barril do petróleo para definir o aumento da gasolina e do diesel no País. "Ainda é um preço muito volátil, é preciso um mínimo de estabilização e aí teremos que aumentar o preço doméstico", declarou, ao receber a cotação da manhã do barril de petróleo brent (negociado em Londres) que estava a US$ 63,94 por volta das 10h30. Segundo ele, a Petrobras é administrada como qualquer grande empresa do Brasil, "que leva em conta o que está acontecendo no País, mas que tem suas próprias metas". Ele confirmou que o Brasil deve chegar à auto-suficiência de petróleo no próximo ano. "Nossa produção diária média este ano será de 1,7 milhão e deve ficar em cerca de 1,860 milhão em 2006 que é o nosso consumo interno", disse, lembrando, contudo, que o Brasil ainda será dependente do diesel importado devido à incapacidade das 11 refinarias do País de processar a demanda do mercado interno. Programa de biodiesel Outra alternativa para ampliar a produção do combustível é o programa de biodiesel que a empresa está fomentando com o objetivo de acrescentar 2% no diesel consumido no Brasil até 2008, o que representaria uma economia de US$ 3 bilhões na importação do produto. Nesse sentido, Gabrielli está em Salvador para assinar um protocolo de intenções com o governador Paulo Souto (PFL) para a produção do biodiesel.

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