Não há intenção de vender negócio no Brasil, diz Citigroup

Citigroup anunciou que irá reorganizar suas operações em duas linhas: a Citicorp e a Citi Holdings

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado

16 de janeiro de 2009 | 16h59

O Citigroup tomou a decisão de não vender as operações no Brasil. Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do banco, as atividades no País são consideradas estratégias para o futuro da companhia. "De acordo com o anúncio de realinhamento feito nesta sexta-feira, 15, o Brasil foi confirmado como estratégico para a companhia e para o futuro do Citi dentro da nova estrutura do Citicorp", diz a nota.  Veja Também: De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  O Citigroup anunciou que irá reorganizar suas operações em duas linhas de negócios: a Citicorp, que reunirá serviços bancários de cem países, e a Citi Holdings, focada em serviços financeiros, que reunirá gerenciamento de ativos. De acordo com a nota divulgada há pouco, a estrutura da operação no Brasil não sofrerá alteração e continuará sob o comando de Gustavo Marin. O Citi atua no segmento de varejo para as classes A e B, private banking e banco de atacado. Tem ainda operações na área de cartões de crédito, com a Credicard e participação na Redecard. As perdes sofridas pelo Citigroup em sua operação global, em especial nos EUA, levantaram as especulações sobre a venda de ativos no Brasil. Entre os rumores, o mercado cogitava que a instituição norte-americana poderia vender a participação de 17% na Redecard, que faz o processamento das operações dos cartões com a bandeira Maestro, Mastercard e Diners. A Redecard explicou que o acordo assinado entre os acionistas, que está protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), prevê que caso o Citi decida vender a sua participação, a preferência de compra é dos demais controladores, Itaú e o Unibanco - o acordo foi definido antes da fusão Itaú Unibanco.

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