Não há justificativa para greve de auditores, diz Bernardo

Segundo ministro do Planejamento, paralisação não prejudica o governo, mas a população do País

Fabio Graner, da Agência Estado,

30 de abril de 2008 | 12h40

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira, 30, que não há justificativa para a continuidade da greve dos auditores da Receita Federal. Ele disse que o governo fez tudo o que podia para negociar e que a greve dos auditores não prejudica o governo - já que a arrecadação está batendo recordes - mas sim a população, porque dificulta as importações e exportações e a emissão de documentos, entre outros serviços.  Os auditores estão em greve desde o dia 18 de março e querem um cronograma menor para o reajuste dos salários. O governo propõe um parcelamento em três anos, mas os auditores querem menos que isso. Paulo Bernardo reafirmou que o governo vai cortar o ponto dos grevistas, mas disse que ainda não está decidido se o corte será de uma só vez ou de forma escalonada. O ministro explicou que a dificuldade de um único é que em alguns casos o contracheque poderá ficar zerado, impedindo inclusive os descontos normais, como o do INSS.  Paulo Bernardo disse que a questão será discutida com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Disse também que apesar do governo ter excluído da proposta de negociação a mudança do sistema de avaliação e promoção dos auditores, o assunto não foi abandonado. "Vamos rediscutir a avaliação. Se não tiver avaliação, não tem promoção. Isso tem que vir para ficar", afirmou o ministro. Os auditores estão em assembléia durante esta quarta para definir se retornam ou não ao trabalho. Gasto público O ministro do Planejamento afirmou que o grande desafio do País é melhorar a qualidade do gasto público e as práticas de gestão. No discurso de entrega do Prêmio Nacional de Gestão Pública, Paulo Bernardo destacou que durante algumas décadas o desafio do Brasil era vencer a inflação, que era utilizada pelos governos como forma de resolver seus problemas orçamentários.  Vencida a hiperinflação, lembrou o ministro, o Brasil instituiu a responsabilidade fiscal e agora o trabalho é no sentido de melhorar a transparência e a qualidade na administração pública. "Precisamos cada vez mais aperfeiçoar a gestão", afirmou o ministro, citando como exemplo o HemoRio, na área de sangue do Rio de Janeiro, que foi vencedor do prêmio.

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