Não há nada em vista para mexer no IPI, diz Mantega

Ministro afasta possibilidade de mais desonerações no momento e diz que renúncia fiscal no ano será de R$ 5 bi

Célia Froufe e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

28 de maio de 2009 | 14h32

Questionado por senadores durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afastou nesta quinta-feira, 28, a possibilidade de novos anúncios de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) como feitos desde o final do ano passado. "Neste momento não há nada em vista para mexer no IPI", afirmou.

 

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Respondendo a uma pergunta do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), Mantega explicou que o governo renunciou a uma arrecadação por meio principalmente de tributos regulatórios para atenuar os efeitos da crise financeira internacional. "Ao contrário do que o senhor disse, não demos nenhuma benesse para a indústria, mas para o consumidor", disse, referindo-se à redução do IPI para automóveis. Na avaliação de Mantega, o IPI é o melhor imposto a ser usado para este fim pois trata-se de um tributo regulatório. "Só usamos o PIS/Cofins para compras de motos, mas foi para beneficiar o seu Estado", declarou.

 

O ministro lembrou também que houve redução do imposto de renda cobrado às pessoas físicas por meio da mudança da tabela dos níveis de salário. "No final das contas, municípios e Estados não vão perder (na arrecadação) porque estamos segurando o poder de compra da população e o cidadão gasta no município", argumentou. De acordo com ele, a renúncia fiscal até o final do ano, com estas e outras medidas para combater a crise, será de R$ 5 bilhões.

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