Não há nada que seja díficil para o BCE, diz Trichet

Presidente rebate análise de que Banco Central Europeu teria dificuldades para reduzir juros

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

28 de janeiro de 2009 | 16h05

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse nesta quarta-feira, 28,que não está excluindo qualquer ação de política e que o banco não será "impedido" de executar um afrouxamento quantitativo se escolher fazer isso. "Novamente, estamos em uma área de moeda única. Não há nada que seja difícil", disse Trichet em entrevista para a Bloomberg Television, quando questionado sobre se o BCE estaria considerando um afrouxamento quantitativo. "Não há nada que sejamos impedidos de fazer por causa da presença de vários governos. Veremos", disse.  Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Trichet, que falou para a Bloomberg TV à margem do Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), disse que o BCE já está executando muitas operações "fora de padrão", como injeções massivas de liquidez. "Estamos em um mundo sem padrão. Portanto, se vamos ou não embarcar em outras operações fora de padrão, eu já disse que não excluiria isso", afirmou.  Alguns analistas sugeriram que será mais difícil para o BCE adotar uma política de afrouxamento monetário em comparação com o Banco da Inglaterra e o Federal Reserve porque o banco estabelece a política para região composta por 16 governos.

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