Não há necessidade de nova reunião de emergência, diz Monti

Primeiro-ministro italiano afirmou ser favorável a novas injeções de capital do BCE na zona do euro, mas acredita que mecanismo já criados são suficientes

Álvaro Campos, da Agência Estado,

23 de julho de 2012 | 15h08

MOSCOU - O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, afirmou hoje que não vê motivos para uma outra reunião de emergência da União Europeia, apesar da nova onda de aversão ao risco nos mercados, desencadeada pelos temores com a Espanha.

Monti disse ainda que é favorável a novas injeções de capital do Banco Central Europeu (BCE) no sistema financeiro da zona do euro, em virtude do ceticismo cada vez maior com as economias do bloco, até mesmo os países mais centrais.

Mesmo assim, o líder italiano acredita que os mecanismos criados na reuniões anteriores da UE são suficientes. "Eu não acredito que seja apropriado ter uma reunião de cúpula de emergência, ou um encontro de nível europeu", comentou ele durante uma visita ao resort de Sochi (no Mar Negro), onde se encontrou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin

Questionado sobre a possibilidade da realização de novas operações de liquidez de longo prazo pelo BCE, Monti disse que "obviamente isso seria adequado". "Mas eu não acredito que exista base para isso ainda - base para exigir a alocação imediata de recursos", acrescentou.

O líder italiano disse que algumas das novas pressões nos mercados estão vindo de um entendimento ruim sobre os acordos aprovados pela cúpula da UE em 28 e 29 de junho, na qual o bloco aprovou um pacote para o resgate de bancos problemáticos. "Nós estamos ouvindo diversos comentários sobre o acordo de junho que só desestabilizam a situação, que interpretam incorretamente o pacote e as decisões", disse ele, sem dar mais detalhes.

Putin, do seu lado, disse que planeja ajudar a zona do euro - um cliente essencial da Rússia no mercado de energia e seu maior parceiro comercial - ao manter a participação das reservas internacionais russas em euros no nível atual de 40%. As informações são da Dow Jones.

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