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Não há nenhuma decisão tomada sobre o pré-sal, diz Mantega

Em visita à Agência Estado, ministro da Fazenda volta a ressaltar que País terá modelo petrolífero próprio

Luciana Xavier e Marisa Castellani, da Agência Estado,

22 de agosto de 2008 | 17h52

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou nesta sexta-feira, 22, em entrevista exclusiva à Agência Estado, que não há nenhuma decisão tomada pelo governo em relação ao modelo de exploração do pré-sal. "Tudo o que tem saído na imprensa é mera especulação. A única coisa certa é que nós sabemos que o Brasil antes esperava ter uma riqueza petrolífera modesta e de repente descobriu que tem uma grande riqueza nos esperando no subsolo brasileiro, de gás e petróleo. Isso torna necessário o desenho de um novo modelo petrolífero brasileiro. O que é certo é que vai ter outro modelo", afirmou. Veja também:Mapa da exploração de petróleo e gásEntenda as discussões sobre as mudanças na Lei do Petróleo País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundoA maior jazida de petróleo do País Mantega negou que o Brasil irá adotar o modelo petrolífero de outro país. "Cada país tem suas peculiaridades. Nosso modelo não será o da Noruega, o da Rússia. o da Venezuela ou de qualquer outro País. Será o modelo brasileiro, que irá resultar de intensos estudos e discussões", garantiu o ministro, que faz parte do grupo de estudo, a Comissão Interministerial, que analisa mudanças na Lei do Petróleo. De acordo com Mantega, o governo estuda vários modelos e ainda não tem um a ser destacado. "Não há ainda nenhum consenso, porque existem várias alternativas possíveis. O governo tanto pode criar uma empresa como não criar, entregar tudo para a Petrobras ou não entregar, fazer empresa estatal, criar um fundo ou criar outro fundo soberano. As alternativas são infinitas", disse. Segundo ele, o grupo deverá entregar, até a terceira semana de setembro, alternativas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o ministro, o grupo irá apresentar a melhor maneira de apropriação desta "riqueza", que pertence à União. "Realmente é um 'problema' muito interessante. O Brasil, a partir do pré-sal, não será o mesmo. Ele já não é o mesmo hoje. Já evoluímos bastante, mas o pré-sal nos consolidará como um país quase de Primeiro Mundo e com certeza exportador de petróleo", explicou o ministro.

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