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Não há o que negociar com caminhoneiros, diz ministro da Justiça

José Eduardo Cardozo avalia que movimento é 'claramente político' e tem o objetivo de causar desabastecimento; ministro considera, porém, que manifestações perderam força 

Victor Martins, O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2015 | 17h29

BRASÍLIA - O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quarta-feira, 11, que não há o que negociar com os caminhoneiros que têm bloqueado estradas pelo País. Ele avalia que houve um "refluxo" do movimento depois da ação das polícias e da edição da Medida Provisória que torna mais dura as punições para quem impedir a circulação de veículos nas rodovias. Cardozo afirmou que no boletim das 13h havia apenas quatro bloqueios e que o restante dos protestos não impedia a passagem de veículos.

Questionado se havia uma preocupação do governo com a possibilidade de a bancada ruralista derrubar a MP das multas para os manifestantes, ele disse que é legitimo que cada parlamentar se posicione como quiser e argumentou que cabe ao governo explicar ao parlamento o porque de ter tomado essa decisão. "Direito de manifestação é constitucional, mas ninguém tem direito de se manifestar prejudicando a economia e criando situação de desespero para quem precisa de combustível, alimentos e medicamentos", argumentou. Ele afirmou que o movimento teve objetivo anunciado de causar desabastecimento.

Cardozo garantiu que se for preciso, a Força Nacional e a Polícia Rodoviária Federal vão atuar para desobstruir as estradas. "Já há multas aplicadas e no fim do dia vamos computar. Nossa maior preocupação é garantir fluxo das estradas", disse. Ele ainda rebateu informações repassadas por parlamentares de que o governo receberia integrantes do Comando Nacional dos Transportes, grupo que organizou os protestos iniciados na última segunda-feira, 9. 

"O governo tem mesa de diálogo com os caminhoneiros e nos reunimos quinzenalmente. mantemos diálogo com todas as entidades que representam o caminhoneiro e elas são contra as manifestações", disse. "Movimento não tem pauta e é claramente político, não há o que negociar", afirmou.

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