Virginia Mayo/AP
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Dívida da Grécia não será adiada, alerta FMI

País não terá carência para saldar pagamento após o dia 30 de junho, afirmou a diretora-gerente do fundo, Christine Lagarde; reunião de credores acontece nesta quinta-feira

O Estado de S. Paulo

18 de junho de 2015 | 08h57

Não haverá período de carência para a Grécia se o governo não cumprir o prazo final para pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no fim deste mês, afirmou a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde. A declaração foi feita antes da reunião de ministros de Finanças da zona do euro, que formam o Eurogrupo, nesta quinta-feira, 17, para discutir o assunto.

"O dia 30 de junho é o dia em que o pagamento total ao FMI vence e não haverá período de carência", disse Lagarde em entrevista à imprensa junto com o ministro de Finanças de Luxemburgo, Pierre Gramegna.

A parte da zona do euro no programa de resgate da Grécia vence no fim de junho, quando o governo tem de pagar um total de € 1,54 bilhão (US$ 1,75 bilhão) ao FMI - o que pode não ser feito se o país não receber mais uma parcela da ajuda da zona do euro ou do FMI. As autoridades internacionais se recusam a fornecer mais empréstimos à Grécia se o governo não se comprometer com amplas reformas.

"O país estará em atraso com o FMI em 1º de julho (se não fizer o pagamento), mas espero que esse não seja o caso, realmente espero", declarou Lagarde.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse não esperar que haja um grande avanço nas conversas entre a Grécia e credores internacionais sobre o programa de ajuda de Atenas.

A caminho da reunião, que acontece em Luxemburgo, Dijsselbloem afirmou "não ter muita esperança" de que a Grécia apresente novas propostas de reformas.

"Os anúncios não têm sido muito positivos", comentou ele, acrescentando que o tempo está "ficando muito, muito curto" para que as partes cheguem a um acordo. O atual pacote de resgate à Grécia vence no próximo dia 30.

Segundo Dijsselbloem, a solução do impasse entre Atenas e os credores depende de novos passos do governo grego. "Muito pouco progresso foi feito, com se sabe", disse. "Ainda há grandes lacunas entre a posição grega e" a dos credores, que incluem a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o FMI. 

Números. O déficit no orçamento da Grécia ficou em € 1,4 bilhão no acumulado de janeiro a maio deste ano, informou nesta quinta-feira o ministério de Finanças do país. O déficit é inferior à previsão dos analistas, de € 3,5 bilhões.

As receitas totalizaram € 18,6 bilhões para o período, € 550 milhões a menos que o esperado, com a economia em recessão no primeiro trimestre, afetada pelas incertezas quanto ao acordo com credores internacionais.

Os gastos somaram € 20 bilhões, menos que a meta de € 22,6 bilhões. Os números resultam em um superávit no orçamento primário, antes de levar em conta os pagamentos de dívida, de € 1,5 bilhão, em comparação com uma previsão de déficit de € 556 milhões. (Com informações da Dow Jones Newswires).

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