Não há possibilidade de racionamento de energia, diz Dilma

Ministra explica que a situação, hoje, é 'bem diferente' da de 2001, ano em que ocorreu racionamento no Brasil

Gerusa Marques, da AE

22 de janeiro de 2008 | 13h59

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta terça-feira, 22, que "hoje não há a menor possibilidade de racionamento de energia". Em entrevista sobre o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento, Dilma explicou que a situação, hoje, é "bem diferente" da de 2001, ano em que ocorreu o racionamento no Brasil.  Veja também:Governo gasta R$ 4,5 bilhões com o PAC em 2007 Resultados do PAC são melhores do que o previsto, diz MantegaÍntegra do balanço do PAC   Segundo ela de 2001 para cá o porcentual de energia térmica aumentou de 11% para 20% e a de energia hidrelétrica foi reduzida de 89% para 80%. "Hoje faz parte estruturante da matriz energética a fonte térmica", disse a ministra. Ela ressaltou, no entanto, que muitas vezes pode parecer que o uso da energia térmica é feito por um defeito do sistema , ou opor uma iminência de crise, mas que a realidade é que as térmicas são usadas para substituir os grandes reservatórios de energia.  As dimensões desses reservatórios, segundo a ministra, foram reduzidas por questões ambientais. Segundo ela, em 2001, não existiam nem usinas térmicas e nem gás natural para abastecê-las. "Hoje temos térmicas e gás disponíveis, pelo aumento da oferta de gás no Brasil, vindo do Espírito Santo, de Santos (SP) e do Rio de Janeiro", afirmou.   Dilma disse que a prioridade do gás natural é para as termelétricas. Ela assegurou que o governo não vai fazer nenhuma ação contra as pessoas que fizeram a conversão de seus veículos para o gás natural veicular (GNV). "Mas fazer a conversão agora é uma temeridade", afirmou.  Ela ressaltou que no Brasil existem alternativas de combustíveis para os veículos como a gasolina e o álcool e que a utilização do GNV é mais indicada para transporte metropolitano de massa. "Nunca esqueçam que temos gasolina e álcool no Brasil", ressaltou.  Previsão de investimento A ministra disse também que acredita que o País vai conseguir superar a previsão de investimentos de R$ 500 bilhões em quatro anos, no período do PAC. Ela evitou dizer qual foi a soma de investimentos públicos e privados realizados no ano passado, primeiro ano de vigência do programa.  A ministra desviou da resposta ao destacar que todo o investimento público é feito por empreiteiros e empresas do setor privado e que, por isso, não há uma oposição entre investimento público e privado.  (Colaborou Fabio Graner, de O Estado de S.Paulo)

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