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Não há prazo para concluir acordo com FMI, diz Lavagna

O ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, afirmou hoje que não existe prazo determinado para concluir as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), embora o governo tenha obtido o pacto de consenso político com os governadores e líderes dos partidos, como havia exigido o Fundo. "Havia pouca vontade política (por parte do FMI) em termos de concluir as negociações, mas com o acordo de ontem, à medida que as ações sejam implementadas, serão dadas as condições necessárias, não sei se suficientes, para fechar o acordo", disse o ministro.Ele se referiu ao fato de que sempre que o governo argentino atende a uma exigência, aparecem outras que travam as negociações. Neste sentido, o ministro fez um dura crítica aos organismos multilaterais de crédito que, segundo ele, deveriam ter uma "atitude anticíclica" para ajudar os países em crise. "O curioso destas negociações é que a Argentina não está recebendo nenhum centavo. Pelo contrário, já pagou até o momento US$ 4,3 bilhões aos organismos multilaterais de crédito, que deveriam trabalhar como agentes anticíclicos. No meio desta crise toda, a Argentina não só não recebe nenhum centavo, como está pagando", disse.Crescimento do PIB de 0,5% no 3º trimestreO ministro da Economia adiantou que a projeção de crescimento do PIB para o terceiro trimestre é de cerca de 0,5%. Ele espera que o quarto trimestre também apresente crescimento, o que concretizaria o fim da recessão. Se suas estimativas se confirmarem, Lavagna poderá comemorar sua tese de que a Argentina já está se recuperando da crise e dá sinais de crescimento, apesar da falta de ajuda do FMI. "Se o quarto trimestre for positivo, como esperamos que seja, será a primeira vez que o país terá três trimestres consecutivos de crescimento desde o segundo trimestre de 1998", disse. Lavagna anunciou que viajará na próxima semana a Europa, com o objetivo de buscar crédito para as exportações argentinas. Negando-se a dar mais detalhes sobre sua viagem, o ministro limitou-se a citar os países a serem visitados: Espanha, Itália, Franca e Alemanha.

Agencia Estado,

19 de novembro de 2002 | 13h57

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