Dida Sampaio/AE - 15/10/2009
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Não há previsão para tributar capital externo, afirma Lula

Presidente reage à reportagem do 'Estado' sobre possível retomada do IOF para conter queda do dólar

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

16 de outubro de 2009 | 13h48

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 16, em entrevista na cidade de Cabrobó (PE), ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de o governo retomar a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de dólares, que o governo não estuda a renovação dessa taxação sobre o capital estrangeiro. Na edição desta sexta-feira, O Estado de S. Paulo publicou matéria informando que o governo estuda voltar a cobrar o IOF para brecar a contínua desvalorização da moeda norte-americana ante o real.

 

"Essa coisa de economia a gente não pode falar. Estou há três dias viajando. E não tem nenhuma previsão de fazer taxação alguma", declarou o presidente. Ante a insistência de repórteres, Lula disse que é "muito cuidadoso" em relação a assuntos econômicos e que o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, "é muito responsável".

 

"Quando sai uma notícia errada, quem perde é o Brasil, é o povo brasileiro", afirmou o presidente. Ele disse que não costumar "dar palpites em economia". Citou como exemplo o processo de definição da alíquota da taxa básica (Selic) de juros. E comentou que, recentemente, saiu uma notícia segundo a qual ele e Henrique Meirelles haviam acertado entre si a taxa, às vésperas de uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado do BC encarregado de definir a taxa. "Isso nunca existiu. Eu não discuto taxa básica de juros", declarou.

 

Meirelles

 

Em Nova York, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, evitou comentar a eventual taxação à entrada de capital externo no País. Ao falar com jornalistas depois de participar de um painel sobre regulação do sistema financeiro em uma universidade em Manhattan, Meirelles citou "a política e norma de governança do Banco Central de não comentar boatos, rumores ou medidas de outras autoridades". "Não cabe a nós fazer comentários", disse.

 

Sobre os movimentos da moeda brasileira, o presidente do BC também citou a "política de governança de não comentar sobre o nível de taxa de câmbio". Meirelles lembra que o Banco Central tem política de compra de reservas que "exerce consistentemente desde 2004", absorvendo excessos de fluxo, quando existem, e suprindo as deficiências de fluxo quando também existem, como aconteceu no ano passado quando houve crise de liquidez, quando o BC vendeu dólares, explicou. "Nos momentos em que há entrada de saldos de fluxo elevado isso permite ao BC adquirir reservas e é o que o Banco Central tem feito".

 

(Com Agência Estado e Reuters)

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