Não há problemas tecnológicos no pré-sal, diz Gabrielli

Presidente da Petrobrás diz que a única dúvida é sobre como fazer o aproveitamento do gás natural

LEONARDO GOY, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 15h33

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, disse nesta terça-feira, 22, que não há problemas tecnológicos graves para a produção petrolífera na camada pré-sal. "Sabemos como fazer a perfuração, sabemos como definir a arquitetura da operação, sabemos especificar o bloco e como retirar o óleo", disse o executivo, durante palestra no seminário "Pré-sal e o futuro do Brasil".

 

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Segundo ele, a única dúvida é sobre como fazer o aproveitamento do gás natural, que será extraído juntamente com o petróleo nos campos do pré-sal. No entanto, segundo Gabrielli, a Petrobrás já está estudando uma unidade que faça a liquefação do gás no alto mar. Com isso, em vez de transportar o combustível por dutos na forma gasosa até o continente, percorrendo distâncias de mais de 300 quilômetros em alto mar, com essas unidades marítimas a Petrobrás poderá converter o gás para o estado líquido. Isso permitirá o armazenamento do produto em tanques especiais e o transporte por navios.

Em um momento em que o governo vem recebendo críticas de empresas do setor petrolífero e de parlamentares da oposição, por causa da proposta de fazer da Petrobrás a operadora única do pré-sal, Gabrielli iniciou sua palestra ressaltando a capacidade operacional da empresa. "É uma boa operadora, em qualquer circunstância", disse. Ele lembrou ainda que a Petrobras é hoje a empresa que tem a maior participação no mundo na produção em águas profundas. "Temos 23% da operação mundial em águas profundas. O segundo colocado, 14%", afirmou.

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