'Não há provas', reage defesa de Sandoval

O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende Luiz Sebastião Sandoval, ex-braço direito do empresário Silvio Santos, disse que considera "muito positivo" o fato de a Polícia Federal não ter indiciado seu cliente por lavagem de dinheiro. "Expressamente, o delegado (Milton Fornazari Júnior) excluiu (Sandoval) da fraude consistente na elevação dos ativos financeiros do banco, e isso é muito importante", assinalou Toron. Para o advogado, "não há provas do envolvimento de Sandoval, ele foi uma vítima dessa história". "Não se pode afirmar que ele (Sandoval) tenha alguma participação porque ele não dirigia o banco."

O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2012 | 03h08

O advogado José Luís Oliveira Lima, que defende o ex-vice-presidente financeiro do Panamericano, Wilson Roberto de Aro, assinalou que ainda não teve acesso ao relatório final do inquérito da PF. "Aguardo a remessa dos autos ao Judiciário para que Aro possa fazer os esclarecimentos devidos."

A advogada Elizabeth Queijo, defensora de Rafael Palladino, ex-presidente do banco, observou que esse é um momento importante para a defesa, porque a eventual denúncia do Ministério Público poderá delimitar os termos da acusação. "A investigação já se arrasta há muito tempo, é o momento da definição."

Elizabeth avalia que "a autoridade policial não tem esse compromisso quando promove o ato de indiciamento, não é obrigada a especificar esse ou aquele fato". Ela não vê a menor possibilidade de o MPF requerer arquivamento dos autos. "Ou denuncia ou devolve à polícia para nova diligência."

O criminalista Roberto Podval, que defende o investidor Adalberto Salgado - que fez aplicações milionárias em CDBs do Panamericano - comemorou o fato de seu cliente não ter sido indiciado pela PF. "As operações foram todas lícitas." / F.M.

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