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''''Não há razão para se temer pelo fôlego da recuperação''''

Para Bernard Appy, desta vez a alta dos investimentos permite atender à demanda sem pressionar a inflação

O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2029 | 00h00

O volume de investimentos subindo mais rápido do que o consumo, o desempenho positivo da balança comercial e a abundância de crédito para as empresas são as três razões principais que levam o Ministério da Fazenda a acreditar que, desta vez, a retomada da atividade econômica não será interrompida. "O perfil do crescimento econômico nos últimos meses aponta para uma trajetória sustentável", disse ao Estado o secretário de Política Econômica, Bernard Appy. "Não há razões para esperar que o atual processo de crescimento tenha um fôlego limitado." Segundo Appy, o crescimento do consumo não traz a ameaça de aumento da inflação, como já ocorreu no passado recente. Isso porque as indústrias vêm expandindo a capacidade de produção em velocidade maior que a do aumento do consumo. Assim, podem atender à demanda sem elevar preços. Ele cita dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo os quais a taxa de investimento, chamada de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 8,7% em 2006, ao mesmo tempo em que o consumo subiu 4,3%. Essa diferença de ritmo continuou em 2007. Nos últimos quatro trimestres terminados no 1º trimestre deste ano, a FBCF cresceu 7,7% e o consumo, 4,8%.Essa não é, porém, a visão do Banco Central. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) alertou para o risco de os investimentos não acompanharem o ritmo do aumento da produção. Appy ressaltou também que, apesar do dólar desfavorável, a balança comercial segue com desempenho positivo, com expansão de 19,9% nas exportações no primeiro semestre. Mesmo com as importações crescendo 26,6% no mesmo período, o saldo continuou positivo, com alta de 5,7%. Esse desempenho fez com que o conjunto das transações com o exterior chegasse a junho com saldo positivo de 1,31% do Produto Interno Bruto (PIB). Na prática, esses números mostram que o Brasil não tem dificuldades em conseguir dólares para importar as máquinas que necessita para se modernizar. "Não haverá restrição ao crescimento decorrente da capacidade de importar do País ao longo dos próximos anos", avaliou o secretário.As empresas tampouco têm dificuldade em obter financiamento para investir. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou em 35,3% seus desembolsos no primeiro semestre, em comparação com igual período do ano passado. Nos 12 meses até junho, o total de financiamentos da instituição atingiu R$ 57,8 bilhões.Há, porém, outra fonte de recursos ainda mais abundante que o BNDES: o mercado de capitais. Segundo Appy, nos 12 meses até junho, as emissões primárias e secundárias de papéis para financiar as empresas somaram R$ 140 bilhões.

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