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Não há recursos para comprar caças este ano, diz Mantega

Declaração foi feita pelo ministro da Fazenda durante a entrevista coletiva na qual ele detalhou os cortes no Orçamento de 2011

Renata Veríssimo, Eduardo Rodrigues e Fabio Graner, da Agência Estado,

28 de fevereiro de 2011 | 15h20

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, 28, que não há previsão para a compra de caças em 2011. "Não temos recursos disponíveis este ano para a compra de caças, não temos espaço fiscal", acrescentou. O ministro negou que o corte no Orçamento possa ultrapassar os R$ 50 bilhões, por meio de um corte adicional. Leia nota completa sobre o corte aqui. "Se nós estamos apresentando R$ 50 bilhões, é porque esse valor é suficiente para os objetivos que temos", disse.

 

Bolsa Família

O ajuste do Bolsa Família deverá levar a uma nova revisão das despesas do governo, admitiu a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Segundo ela, o governo está avaliando um aumento no valor dos benefícios e divulgará isso em breve. "O reajuste ainda não foi definido, mas quando for definido será considerado. De dois em dois meses é feita a revisão de despesas e receitas", explicou. O novo relatório de programação orçamentária deve ser publicado no dia 20 de março.

A ministra do Planejamento disse que é factível um corte de R$ 3 bilhões no abono salarial e no seguro desemprego. Segundo Miriam, este valor representa 10% do montante global. "Nos parece uma meta bastante factível", disse a ministra. Em relação aos gastos com pessoal, Miriam disse que a redução ocorrerá em função da mudança na estratégia de contratações.

Mantega disse ser natural o governo atacar os maiores gastos. "As despesas com pessoal são a segunda maior do governo. Temos R$ 180 bilhões de despesas", disse. Segundo ele, o governo está fazendo um ajuste fino nos gastos com pessoal. Mantega disse que esse "ajuste fino no número" acontece todo ano nesta mesma época do ano. "É um ajuste, não corte", disse Mantega. O ministro ainda disse que Estados e Municípios deverão aumentar seus esforços fiscais em 2011. "Estaremos dando menos disponibilidade para eles se endividarem", concluiu Mantega.

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