Não há risco de apagão com crescimento de 5%, diz Rondeau

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, afirmou nesta segunda-feira à Agência Estado que não existe risco de um novo racionamento de energia no País, mesmo se a economia crescer 5% ao ano até 2010. Ao chegar à primeira reunião do ano do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), Rondeau disse que "não há nenhuma surpresa que não seja contornável, no que diz respeito ao abastecimento de energia até 2010". O ministro fez a declaração ao comentar o relatório da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, que aponta risco de falta de energia no País se a economia crescer mais de 4% ao ano até 2010.Rondeau disse que, em suas projeções, o ministério trabalha com um cenário de crescimento da economia de 4% a 5% ao ano. "Se o PIB (Produto Interno Bruto) crescer 4% ao ano, a carga (consumo de energia) deve crescer 5,2%. E isso já estaria atendido, em termos de energia contratada", disse.Rondeau acrescentou que, se a economia crescer 5%, o consumo de energia deverá crescer cerca de 5,6% ao ano e, com essa expansão, faltaria gerar apenas mais 600 megawatts (MW) para suprir a demanda de 2010. Esses 600 MW que ficariam faltando, disse o ministro, podem ser contratados em um novo leilão de energia a se realizar neste ano (o chamado leilão A-3) ou em 2009 (leilão A-1). "Eu faço um leilão A-3 e ajusto essa diferença", afirmou.Rondeau disse também que, do ponto de vista dos reservatórios das hidrelétricas, a situação do abastecimento de energia é confortável até, pelo menos, o próximo ano."A hidrologia está altamente favorável. É a melhor já verificada, em termos de armazenamento de água, nos últimos 74 anos", disse. Rondeau mencionou como exemplo a Hidrelétrica de Itaipu, que está vertendo 22 mil metros cúbicos de água por segundo. "Isso significa que metade da água que está passando pela usina está sendo usada para gerar, e a outra metade está passando direto", disse.Segundo o ministro, essa situação favorável dos reservatórios permite assegurar que, até 2008, a situação do abastecimento de energia está "absolutamente garantida" no País.

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