Não houve interessados no leilão da sede do JB realizado hoje

O edifício-sede do Jornal do Brasil durante 29 anos, na zona portuária, foi a leilão hoje, determinado pela Justiça Federal, mas não houve interessados no imóvel. Um novo leilão está marcado para o dia 18 de março. A venda foi pedida pela Procuradoria da Fazenda Nacional, na tentativa de recuperar pelo menos parte dos R$ 60 milhões que a empresa deve em impostos à União. Nesta conta, não entram as dívidas trabalhistas e os débitos com o INSS.O prédio, localizado na Avenida Brasil, 500, foi sede do jornal entre 1973 e 2002, quando o jornal voltou a funcionar na Avenida Rio Branco, no centro. Hoje, a antiga sede é um edifício-fantasma de nove andares, na entrada da cidade, próximo à rodoviária. Em setembro do ano passado, o prédio foi saqueado e depredado. Os ladrões levaram móveis, divisórias e esquadrias. Não há mais portas nem janelas e de fora é possível avistar infiltrações nos tetos e paredes. O edifício é cercado por dois terrenos baldios onde antes funcionavam os estacionamentos.O leilão foi determinado pela 2ª Vara de Execuções Fiscais da Justiça Federal do Rio, que fixou valor de R$ 40 milhões para o imóvel. O chefe da Divisão de Execução Fiscal da procuradoria, Júlio Lopa, explicou que é comum não haver interessados no primeiro leilão, porque há um preço pré-determinado. No segundo, os interessados fazem lances e por isso o leilão costuma ser mais concorrido.O procurador explicou que, se o edifício for vendido, o valor da venda será depositado em juízo pelo comprador e será logo usado para honrar dívidas com a União."O Jornal do Brasil está incluído entre os grandes devedores do Rio de Janeiro", diz Lopa.Segundo o procurador, há mais de 50 processos contra o Jornal do Brasil só em cobranças de impostos federais, como Cofins e Imposto de Renda. Como a venda do antigo edifício-sede não é suficiente para cobrir todos os débitos, o mais provável é que sejam levados a leilão também dezenas de imóveis que estão em nome da empresa.

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