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Não ouvimos nada novo na reunião do G-20, diz Mandelson

O comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, disse nesta segunda-feira não ter ouvido "nada novo" na reunião do G-20, que aconteceu no fim de semana passado no Rio de Janeiro. "Desde julho, não ouvimos nada que pudesse quebrar o entrave das negociações da Rodada Doha (da Organização Mundial do Comércio)", afirmou o comissário. O G-20 é um grupo integrado por 23 países da África, Ásia e América Latina.Mandelson ressaltou que, no atual estágio, a principal dificuldade para o avanço das negociações é a "incapacidade dos Estados Unidos de dar uma perspectiva clara sobre o subsídios agrícolas". "Precisamos de um senso de direção, para saber onde eles estão", criticou.As negociações da Rodada Doha foram suspensas em julho, durante reunião em Genebra. A União Européia acusa os Estados Unidos pela paralisação das discussões por conta de uma suposta inflexibilidade nos subsídios agrícolas concedidos pelo País.Mandelson, de qualquer forma, evitou demonstrar pessimismo quanto à possibilidade de retomada das negociações. Ele disse que volta do Rio com espírito positivo. "O espírito do Rio é sóbrio, focado e determinado", afirmou. Mas admitiu que é possível ter dois tipos de sentimentos em relação à reunião.A boa notícia, segundo ele, é que, cinco semanas após o "acidente" de Genebra, os ministros envolvidos na negociação reiteraram no Rio que concluir a Rodada Doha é sua prioridade número 1. No entanto, ressaltou que, apesar de a Rodada ser prioridade, não houve avanços no encontro deste último fim de semana.Mandelson lembrou que as ofertas já feitas pela União Européia continuam sobre a mesa e que os europeus podem ser ainda mais flexíveis, caso os outros parceiros da negociação se movam em direção a posturas também mais flexíveis. ContradiçãoMandelson afirmou não ver qualquer contradição em negociar a Rodada Doha como prioridade e, ao mesmo tempo, buscar um acordo de comércio com o Mercosul. "Um não impede o outro", afirmou, logo após encontro com empresários em São Paulo.Mercosul e União Européia negociam há anos um acordo de comércio, mas as discussões estão em banho-maria há pelo menos dois anos. Com a suspensão das negociações da Rodada Doha, os dois blocos voltaram a insistir na importância de uma retomada mais consistente das discussões.Na avaliação de Mandelson, há pelo menos dois setores em que um acordo entre o Mercosul e a União Européia pode avançar mais do que no âmbito da OMC: têxteis e automóveis. O comissário europeu reforçou frente aos empresários que a retomada das discussões bilaterais não só ajudarão a reforçar a integração do Mercosul como ajudará Europa e América Latina a se beneficiarem do sistema de comércio global. PrazoO comissário reiterou que março de 2007 é o prazo máximo para a conclusão dos trabalhos que permitirão a retomada das negociações da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), suspensas em julho. O europeu afirmou que os trabalhos devem ficar prontos antes de o Congresso dos Estados Unidos iniciar a redação da nova Farm Law (legislação agrícola do país), o que deve acontecer por volta de março.Ele evitou definir uma data para a realização de uma nova reunião ministerial da organização, mas reforçou esperar que os Estados Unidos promovam um corte mais efetivo "nos subsídios distorcivos do comércio agrícola".Mandelson afirmou que, em outubro do ano passado, a oferta dos norte-americanos nesta área promoveu um movimento efetivo dos Estados Unidos nas negociações. No entanto, segundo ele, a proposta previa a redução substancial de subsídios em uma única categoria.Para o comissário, há ainda uma série de questões a serem definidas sobre o nível de corte dos programas de apoio aos produtores rurais, bem como nos gastos do governo dos Estados Unidos em subsídios para apoiar os produtores de commodities.Mandelson informou que viaja a Washington no final deste mês e que espera conseguir chegar a um entendimento com o governo norte-americano, de forma a permitir algum avanço nos trabalhos, que poderão levar à retomada da rodada multilateral.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2006 | 13h29

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