''Não posso assumir novas dívidas''

Lídia gasta metade da renda com prestações

Roberta Scrivano, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2011 | 00h00

Depois da farra do crédito farto e barato, o consumidor atingiu o limite da sua capacidade de endividamento e faz uma verdadeira "ginástica" para não ficar inadimplente.

Até o mês passado Lídia Alves da Silva Rosa, de 18 anos, comprometia a metade da renda de R$ 600, obtida com trabalho de balconista na barraca de pastel na feira, com a prestação de uma TV de LCD, mensalidade da internet, a prestação do tênis e o crédito do telefone de celular.

A partir deste mês, a sua vida financeira vai ficar mais folgada. Além do trabalho na feira durante os finais de semana, ela acaba de arranjar um emprego de recepcionista com carteira assinada, que vai lhe render R$ 730. "Não quero fazer mais dívidas porque no segundo semestre começo a faculdade e vou ter uma prestação eterna de R$ 589."

Márcia Motta Mello, 50 anos e diretora de uma escola estadual em São Paulo, é outra consumidora que tem quase a metade (46%) da sua renda mensal comprometida com duas prestações. "Como o salário é baixo, não consigo poupar. Sempre que surge um imprevisto, preciso pedir emprestado ao banco." Para não ficar inadimplente, ela dá aulas particulares. "Não posso assumir mais nenhuma dívida", diz.

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