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'Não precisamos de mais medidas', diz Mantega

Ministro diz que o pior momento da inflação já passou e garante que não há necessidade de novas medidas para conter a demanda e o crédito

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou ontem a necessidade de adoção de novas medidas para conter o avanço da demanda e do crédito. Mantega deu a declaração ao responder a uma pergunta sobre a necessidade de novas medidas diante da alta de 19% da arrecadação em abril.

"Não precisaremos de mais medidas porque já tomamos várias medidas desde o fim do ano passado para moderar o crescimento do consumo e do crédito", disse o ministro, acrescentando que as medidas já adotadas estão surtindo efeito. Mantega participou de reunião com empresários do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV).

No entanto, segundo Mantega, o governo vai continuar a observar o comportamento da economia apesar da demanda e do crédito já estarem em patamar mais moderado.

Inflação. O ministro disse que o pior momento ficou para trás e a inflação já está numa trajetória descendente. Segundo ele, os principais vilões da inflação, como as commodities, já estão caindo. "Daqui para a frente, teremos uma redução gradativa da inflação."

Mantega previu que o IPCA deve fechar o ano em até 6%. O ministro lembrou que o relatório trimestral de inflação, divulgado no fim de março, trabalha com uma expectativa para o IPCA de 5,6%, mas ressaltou que relatórios do governo mais atuais já têm uma previsão um pouco superior. "A pesquisa Focus, que é o que mais interessa, trabalha com 6,31%. Então, podemos afirmar que não fugiremos dos limites (do teto) da meta de inflação", afirmou, referindo-se à pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras.

Questionado sobre a alteração na projeção de inflação, feita pelo Ministério do Planejamento, de 5% para 5,7%, Mantega disse que quem dá os parâmetros para o Planejamento é a Fazenda. Então, segundo ele, as projeções do Planejamento são oficiais. De acordo com Mantega, o que mudou em relação à projeção anterior do Banco Central (de março) é que o relatório divulgado pelo Planejamento é bimestral.

Entrada de dólares. Os fluxos de entrada de dólares no Brasil estão retornando para os níveis normais, e o real começará a se desvalorizar quando as taxas de juros começarem a subir nos EUA e na Europa, afirmou.

"Quando houver uma mudança na política monetária nos países avançados, o real se desvalorizará", afirmou Mantega à agência de notícias Dow Jones Newswires. "Quanto, eu não sei, mas o real vai se desvalorizar."

O Brasil restringiu a "torrente" de dólares que entrou no País nos primeiros três meses do ano e, após uma forte reversão em abril, as entradas da moeda americana estão retornando para níveis mais normais, disse.

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