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''''Não queremos repartir o prejuízo americano'''', diz Lula

Para o presidente, Brasil não pode ser prejudicado por problemas que não causou na crise financeira global

Lisandra Paraguassú, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou ontem medidas do governo dos Estados Unidos para conter a crise global. Para ele, o Brasil não pode ser prejudicado por problemas que não causou. Em visita a Finlândia, primeiro dos quatro Países nórdicos por onde passará esta semana, ele disse esperar uma ação imediata dos americanos. Ouça comentário de professor da USP''''É um problema da política econômica americana, da ganância de alguns investidores que compraram títulos de risco imaginando que estavam em um cassino e tiveram prejuízo'''', disse o presidente. ''''Não vamos aceitar que joguem nas nossas costas o prejuízo de um jogo que não jogamos. Se o lucro não foi repartido, muito menos queremos repartir o prejuízo.''''As declarações foram dadas na cerimônia de declaração à imprensa, no palácio presidencial finlandês, após o encontro com a presidente da Finlândia, Tarja Halonen, quando Lula respondeu a uma pergunta de jornalistas brasileiros.''''É preciso que os bancos centrais dos países envolvidos nessa situação assumam, o mais rapidamente possível, a responsabilidade pela solução dessa crise, para que ela não traga prejuízo para os países que, como o Brasil, passaram décadas sem crescer'''', disse. ''''Não podemos jogar fora essa oportunidade por causa de apostadores que tentam ganhar dinheiro fácil.''''Lula disse que acompanha, com atenção, a crise financeira global, mas repetiu que o Brasil está sólido e tem hoje reservas financeiras de US$ 160 bilhões. Além disso, afirmou, a balança comercial brasileira não depende de apenas um país e hoje os Estados Unidos, foco central da crise, corresponde a apenas 18% de todo o comércio exterior brasileiro.

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