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Não se deve temer capital de curto prazo, diz economista

Na opinião do economista João Luiz Mascolo, professor do Ibmec, o Brasil não deve temer o chamado capital volátil - aquele que vem atraído pela remuneração e que deixa o País ao sinal de crises, tanto externas quanto internas. Para ele, a entrada desse tipo de capital é uma evolução natural, ligada à condução correta da política econômica pelo atual governo. Em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News, ele explicou que a valorização dos títulos soberanos da dívida brasileira representa igualmente um dinheiro aplicado no País e que os capitais de longo prazo, a serem investidos no setor produtivo, virão naturalmente, desde que o Congresso aprove as reformas encaminhadas pelo governo Lula.Mascolo considera correta a postura prudente do ministro Antônio Palocci em relação à taxa de juros e critica o excesso de declarações a respeito, provenientes de outros setores do governo. Para ele, esse excesso é extremamente danoso e um grande desserviço, "porque todo mundo sabe que o arranjo institucional do Banco Central ainda não está no ponto ideal". Disse que a autonomia do BC não está calcada na Constituição, mas num decreto presidencial de 1999. "Se você se manifesta de uma maneira muito veemente em relação à necessidade de corte de juros (como repetidas vezes o vem fazendo o vice-presidente José Alencar), você deixa o Banco Central numa situação difícil. Porque, se corta, vão dizer que aceitou pressões, se não corta, gera uma ameaça de desentendimento no seio do governo. Por isso, as manifestações com relação à taxa de juros deveriam ser mais contidas."Redução do compulsórioPara o economista do Ibmec, ainda não chegou o momento para uma queda mais expressiva na taxa de juros. Para ele, contudo, é possível que, em sua reunião da próxima semana, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) decida por uma queda modesta. "Talvez até através de redução do compulsório, muito mais do que redução de taxa, ou uma combinação das duas coisas."

Agencia Estado,

16 de maio de 2003 | 09h49

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