Não se pode condenar povo à pobreza por dívida, diz Kirchner

Em plena negociação entre o governo e o FMI, o presidente Néstor Kirchner considerou hoje que a dívida argentina é impossível de ser paga. ?Não se pode viver condenando nossos povos à pobreza e à marginalização para simular o cumprimento de uma dívida impagável", disse o presidente ao recepcionar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.Néstor Kirchner questionou "os que demandam mercados livres, mas fecham as portas aos produtos" de países latino-americanos, numa referência aos países desenvolvidos. Ele disse que "a dívida externa oprime nossos povos?, além de criticar as políticas que "condenam à fome" os inúmeros setores da população.O discurso foi feito em sintonia com a visita de Chávez e um dia antes de receber o enviado do presidente norte-americano, Roger Noriega, secretário-adjunto de Estado para América Latina, do Departamento de Estado dos EUA.O presidente argentino exaltou "os incontáveis gestos" com os que o povo venezuelano "demonstrou sua amizade para com o povo argentino" e destacou que o país caribenho "abriu suas portas aos compatriotas perseguidos" durante a última ditadura militar argentina, na década de 70.Hugo Chávez disse no seu discurso que ?somente unidos? os países latino-americanos poderão criar ?um novo modelo, um novo projeto libertador que gere igualdade e justiça?.

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