Não se pode deixar as universidades ditarem como os professores serão preparados, diz economista de Stanford

Especialista em economia da educação, Martin Carnoy defende modelo cubano de preparo de educadores

O Estado de S. Paulo

14 de abril de 2016 | 07h00

SÃO PAULO - O professor da universidade de Stanford Martin Carnoy defende mudanças nas bases curriculares que acompanhem a descentralização do sistema educacional brasileiro. De acordo com o especialista em economia do sistema educacional, o Bolsa Família melhorou as condições dos pobres e dos extremamente pobres no Brasil e as escolas devem estar preparadas para esses novos alunos.

"É claro que ajudar as crianças a serem menos pobres pode ter um grande efeito em suas possibilidades de educação. Mas o proximo fator é: quem os está ensinando? Essa pessoa está bem preparada para lidar com os problemas da sala de aula?", questiona Carnoy, que é PhD em Economia pela Universidade de Chicago.

A entrevista foi gravada durante o Lemann Dialogue, uma conferência que reúne alunos bolsistas da Fundação Lemann das Universidades de Columbia, Harvard, Illinois e Stanford.

O conteúdo integra a plataforma UM BRASIL, idealizada pela FecomercioSP, que nesta série conta com a parceria do Columbia Global Center no Rio de Janeiro e do Lemann Center for Brazilian Studies da Universidade Columbia.

As gravações aconteceram em Nova York, entre os dias 16 e 20 de novembro de 2015. Confira aqui a íntegra da entrevista.


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