Não se pode descartar Fraga em governo do PT, diz Malan

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, deu um recado claro a investidores e analistas durante reunião do Banco Mundial: não se pode descartar ainda Armínio Fraga no Banco Central num eventual governo do PT. Em resposta a uma pergunta do economista-chefe para mercados emergentes do Banco UBS Warburg, Michael Gavin, que indagou por que havia hostilidade do PT em relação a Fraga, Malan disse: "Não acho que haja qualquer hostilidade em relação ao Armínio. Não há nada pessoal. E, na realidade, estão havendo conversas e interações nos últimos meses. Não podemos excluir qualquer resultado ainda, está muito cedo". O ministro disse que, para quem conhece Armínio Fraga, é muito difícil pensar que alguém seja hostil a ele. Ao ser pressionado por jornalistas sobre suas declarações a investidores sobre eventual permanência de Fraga à frente do BC, mesmo após o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, já ter descartado essa possibilidade, Malan respondeu: "As eleições no Brasil não terminaram. Terão lugar em outubro. Portanto, ninguém pode especular a essa altura do jogo, como se o resultado estivesse dado e como se o futuro presidente já tivesse definido o que poderá ou não fazer."

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