"Não se pode ter preconceito com proposta da TGV"

O sócio da consultoria Alvarez & Marsal, responsável pelo processo de reestruturação da Varig, Marcelo Gomes, disse nesta sexta-feira que não "se pode ter preconceito" com a proposta da Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), feita na última quinta-feira durante leilão da companhia aérea. Segundo ele, os funcionários são credores que têm US$ 100 milhões a receber ainda este ano. "Para mim isso é cash. Quem fala que isso é moeda podre está errado. Somos obrigados a pagar esses US$ 100 milhões ainda este ano. para mim isso é cash puro. (Ao fazer essa oferta ) eles estão tirando essa dívida da Varig", disse. Gomes informou que na quinta teve reuniões com investidores que participam do consórcio liderado pela TGV, cuja proposta foi de US$ 449 milhões pelo controle total da companhia aérea. Segundo ele, a organização montou um consórcio básico para participar do leilão, mas ainda estaria conversando "com grupos que não conseguiram vencer o leilão ou não quiseram participar". O executivo não se mostrou preocupado em obter garantias para a proposta. Assim como Gomes, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, não se mostrou preocupado com o fato da proposta ter sido feita por um consórcio liderado pelos funcionários. E também lembrou dos US$ 100 milhões que os trabalhadores têm a receber da Varig. Os dois executivos se reúnem nesta sexta com o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial. Combustível Gomes informou ainda que a Varig tem fornecimento de combustível garantido até a próxima terça-feira. Segundo uma fonte da BR Distribuidora, no entanto, o combustível estava garantido somente até esta sexta-feira. Essa mesma fonte disse à Agência Estado que o executivo está em São Paulo negociando a extensão de recebíveis gerados pela venda de passagens com a rede Visanet. Este texto foi atualizado às 10h50

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