André Dusek/ Estadão
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'Não sei a quantas perguntas respondemos', diz embaixador na China

Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores trabalharam em conjunto nas negociações com os chineses

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2017 | 09h57

BRASÍLIA - O embaixador brasileiro em Pequim, Marcos Caramuru de Paiva, disse neste sábado que a retomada das importações de carne brasileira pela China foi resultado de um intenso trabalho de informação feito pelos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores. "Não sei a quantas perguntas respondemos", disse ele ao Estado. "Mantivemos um diálogo permanente."

Os integrantes do governo chinês pediram informações detalhadas inclusive sobre as investigações do esquema de corrupção, para entender onde exatamente estava o problema. O governo brasileiro tem reforçado que a operação Carne Fraca, da Polícia Federal, investiga agentes públicos envolvidos num esquema de corrupção, e não as condições sanitárias dos frigoríficos brasileiros.

O embaixador ressaltou que, durante a crise, os chineses jamais fecharam seu mercado para a carne brasileira. "Eles mantiveram a confiança na gente", disse. As autoridades locais apenas sustaram o desembaraço aduaneiro das cargas de carne como medida preventiva. 

Na manhã deste sábado, os chineses anunciaram que vão retomar suas importações, suspendendo apenas as compras do frigorífico da JBS na Lapa (PR), onde se constatou que as licenças de exportação eram emitidas sem fiscalização, e as cargas cujo embarque foi autorizada pelos sete fiscais envolvidos na operação.

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