Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

‘Não sei mais onde cortar os gastos’, diz aposentada

Casal decidiu fazer um mix de compras de medicamentos genéricos com os produtos de marca para gastar menos

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2016 | 09h07

O tombo que houve no consumo das famílias no ano passado, de 4%, a maior retração desde o início da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1996, se traduziu em mudanças radicais nos hábitos de compra do dia a dia da maioria dos brasileiros. “Não estou sabendo mais onde cortar”, afirma a aposentada Maria Aparecida Hog, de 71 anos. Ela e o marido, Nelson Bohemer Freire, de 79 anos, também aposentado, já reduziram as compras de supermercado, as saídas para jantar fora e os gastos com a faxineira e, mesmo assim, vivem no limite. “Antes comprava um pouco mais de produtos de limpeza. Agora é tudo justinho.”

Nos remédios, uma despesa importante para idosos, o casal decidiu fazer um mix de compras de medicamentos genéricos com os produtos de marca para gastar menos. Mesmo cortando despesas, a aposentada teve de pegar um empréstimo consignado para fechar as contas.

A situação não é muito diferente para quem é mais jovem e está na ativa. A corretora de imóveis Christiane Quintanilha de Almeida, de 51 anos, casada e mãe de três filhos, também fez um “ajuste fiscal” nas finanças da família. Cortou produtos sofisticados nas compras de supermercado, dispensou a empregada mensalista e reduziu as saídas para jantar fora. “Antes comprava roupa uma vez por semana e em loja de marca. Hoje, é só na mudança de estação e em lojas de departamento, que têm preço menor”, diz a corretora. 

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