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Não sinto resistência à solução das tarifas, afirma Lobão

Ministro ressalvou que a correção desse problema deverá ser quase imperceptível para os consumidores

LEONARDO GOY, Agencia Estado

05 de novembro de 2009 | 16h14

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quinta-feira, 4, que as distribuidoras de energia elétrica não deverão oferecer resistência à solução proposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o problema de distorção na metodologia de cálculo dos reajustes das tarifas de energia. Ele conversou nesta última quarta-feira com a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) sobre o assunto. "Não senti resistência deles para o futuro. Deveremos, portanto, colocar um aditivo nos contratos para resolver isso daqui para a frente", disse Lobão, ao chegar ao Ministério.

 

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Lobão disse não estar convencido de que houve um erro no cálculo. Ele acha que o mais provável é que houve um mau uso da fórmula. O ministro ressalvou que a correção desse problema deverá ser quase imperceptível para os consumidores. Isto porque, segundo levantamento dos técnicos do Ministério, as perdas até o momento foram de R$ 1 bilhão por ano para os consumidores. "São portanto, R$ 7 bilhões divididos por 63 milhões de consumidores", afirmou. "A repercussão na tarifa, se houver, será mínima".

Nesta quinta-feira, o relator da CPI das Tarifas de Energia, Alexandre Santos (PMDB-RJ), deixou a reunião do Ministério de Minas e Energia reclamando da falta de transparência nos dados do ministério. A principal preocupação dos deputados é conseguir uma solução retroativa a 2002, quando a distorção começou a fazer efeito. Eles querem o ressarcimento do que foi cobrado a mais dos consumidores. A Aneel, porém, já se manifestou contra, mas o ministro Lobão disse que o fato será estudado. "Quanto ao pretérito, deve ser estudado para encontrarmos ou não uma solução para o problema", disse o ministro.

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