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Não sou contra nem a favor de estatal do pré-sal, diz Lula

Presidente afirmou que ainda não há nenhuma decisão sobre o modelo para a exploração do petróleo

Tatiana Freitas, da Agência Estado, com Reuters,

20 de agosto de 2008 | 13h44

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 20, em discurso realizado durante a inauguração do terminal de regaseificação de GNL em Pecém (Ceará), que ainda não há nenhuma decisão sobre o modelo que será adotado para a exploração do petróleo da camada pré-sal da costa brasileira. Ele disse que, no momento, não é "nem contra nem a favor" da criação de uma nova estatal para administrar o petróleo contido no pré-sal. Veja também:Mantega defende modelo brasileiro para administrar pré-salEntenda as discussões sobre as mudanças na Lei do Petróleo País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundoA maior jazida de petróleo do País "A única coisa que eu disse até agora sobre o pré-sal é que o petróleo, enquanto está embaixo da terra, é da União, e que nós precisamos utilizar esse potencial extraordinário para acabar com problemas crônicos, como a pobreza do país", disse Lula a jornalistas, após discurso no porto de Pecém, durante o lançamento da primeira unidade de gás natural liquefeito do Brasil. De acordo com Lula, o objetivo do governo, além de acabar com a pobreza, será destinar recursos "para recuperar o tempo perdido na educação". O presidente informou que até o momento apenas criou uma comissão interministerial que deverá entregar as propostas para o melhor aproveitamento das riquezas do pré-sal no dia 19 de setembro, e que depois disso o assunto será levado à sociedade para ser debatido. "Não é uma coisa que pode ser pensada a partir da vontade do presidente da República, a partir da vontade da Petrobras, tem que ser a partir da vontade do povo brasileiro", disse ele, reforçando que ainda não existe nenhuma decisão sobre a criação da nova estatal para explorar o pré-sal, o que poderia enfraquecer a Petrobras. Em tom de brincadeira, disse ainda que "não é o Brasil que é da Petrobras; é a Petrobras que é do Brasil". Lula afirmou que, durante o seu primeiro e segundo mandatos, manteve conversas com os dirigentes da Petrobras a fim de ampliar a atuação da companhia para outras fontes de energia, como gás e biocombustíveis. "Todo mundo que é muito grande esnoba um pouco. No início, a Petrobras não gostava muito de gás, etanol, biodiesel... Mas aos poucos vamos conversando com a diretoria e mostrando o objetivo de nossas políticas públicas." Em Pecém, o presidente comemorou a inauguração do primeiro terminal de regaseificação de GNL do País e disse que, com essa unidade, o Brasil avança na independência energética. Ele lembrou o problema de abastecimento enfrentado pelo Brasil em 2006, provocado por problemas com a Bolívia, e disse que desde então o governo e a Petrobras vêm trabalhando para diminuir a dependência de gás de um só país. "Hoje, menos de dois anos depois (da reunião do Conselho Nacional de Política Energética que definiu a construção da unidade), estamos inaugurando um terminal no Porto de Pecém, a partir de um projeto inédito no mundo", disse Lula.  

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