Celso Junior/AE
Celso Junior/AE

'Não temos como dar prazo', diz Dilma sobre plano habitacional

Ministra diz que iniciativa 'foge do nosso controle' porque envolve iniciativa privada, prefeituras e Estados

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

25 de março de 2009 | 16h36

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, explicou que o governo decidiu não estipular um prazo para a construção de moradias porque o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", lançado nesta quarta-feira, 25, envolve a iniciativa privada, prefeituras e Estados. "Não temos como dar prazo porque tem variáveis que fogem do nosso controle. O que o presidente Lula mostrou é que nós fizemos a nossa parte. Nós colocamos o dinheiro. Nós bancamos", comentou. Segundo ela, "houve um esforço humano para viabilizar a construção de um milhão de casas, no menor tempo possível", afirmou.

 

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A ministra disse que o governo estará aberto para discutir qualquer aspecto do plano. Ponderou, no entanto, que a elaboração do programa foi coletiva envolvendo não só o governo, como empresários, governadores e prefeitos de cidades com população de 150 mil habitantes. "É um fruto de um esforço imenso, não só do governo".

 

O controle do programa, segundo Dilma, será feito por um comitê gestor que será integrado por representantes dos ministérios, da iniciativa privada, de movimentos sociais e, possivelmente, por prefeitos e do governadores. A Caixa Econômica, informou a ministra, se comprometeu a reduzir seus prazos. "Houve uma preocupação para simplificar o máximo. O programa não é precipitado. Foi muito debatido"

 

A uma pergunta sobre a ausência da maioria dos governadores, incluindo os das regiões Sul e Sudeste, Dilma respondeu: "fizemos convites a partir de segunda-feira para evitar especulações e muitos (governadores) explicaram que não poderiam comparecer". A ministra ressaltou que o governo discutiu o programa com todos os 27 governadores e que eles só não tinham o valor exato dos subsídios de R$ 34 bilhões. Ela lamentou a ausência de alguns empresários que participaram da elaboração do plano e não puderam estar presentes.

 

Ela explicou ainda que o dinheiro do programa não será repassado diretamente para Estados e municípios. Prefeitos e governadores, segundo ela, terão que apresentar projetos que serão analisados pela Caixa Econômica. Observou que os critérios adotados para a construção das casas levou em conta dados do IBGE de 2007 sobre déficit habitacional em todas as regiões do País. "Analisamos onde o déficit se concentrava e, a partir daí fizemos a distribuição.

 

Alertou ainda que o governo não vai aceitar e vai interferir caso Estados e prefeituras não apresentem projetos. "Ninguém vai ter o direito de congelar os recursos esperando que alguém se mobilize", afirmou. Sobre o comentário de que o Programa estaria sendo iniciado no governo Lula e terminaria quando ela eventualmente estivesse na presidência, a ministra reagiu: "Isso é você que está dizendo".

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