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Não tomamos decisão sobre Nossa Caixa, diz Serra

Segundo o governador, que se reuniu com Lula nesta 4ª, negociação não está sendo levada no campo político

Adriana Fernandes e Tânia Monteiro, da Agência Estado,

19 de novembro de 2008 | 18h50

Apesar de toda a expectativa, os governos federal e do Estado de São Paulo não anunciaram o fechamento da venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil nesta quarta-feira, 19. Após a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de São Paulo, José Serra, informou que não houve decisão sobre o negócio. Ele ponderou que a negociação está sendo levada pelo BB e pela Nossa Caixa. "Não está sendo levado no plano político", afirmou o governador, em rápida entrevista concedida após a reunião com Lula e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Veja também:Ação da Nossa Caixa sobe mais de 80% com interesse do BBGoverno age por vaidade, diz associação de minoritários do BBLula quer Banco do Brasil de volta ao topo do ranking Veja o que muda com a Medida Provisória 443De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Segundo Serra, essa negociação não cabe no plano político. "Esse é um assunto delicado porque envolve o mercado de ações, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e nós não tomamos nenhuma decisão a esse respeito, porque não cabe tomar, porque não está em instância política", disse. De acordo com o governador, criou-se a expectativa de que a reunião no Planalto nesta quarta era para decidir o negócio, mas na realidade, disse ele, não há nada a comentar. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a decisão de fazer uma fusão entre o BB e a Nossa Caixa foi tomada no passado e um fato relevante já foi divulgado. Ele informou que não há necessidade de aprovação da Medida Provisória 443 para a venda da Nossa Caixa ser fechada.  Mantega disse que o que está em discussão são questões técnicas e admitiu que ainda falta definir o valor da operação, em que condições será feito o pagamento e quais os ativos que permanecem no banco. "Caberá à Nossa Caixa e ao BB se manifestarem", disse.

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