finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

'Não vamos privatizar a Sabesp', diz secretário paulista

Ele negou, contudo, que a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) poderá ser privatizada

Anne Warth, da Agência Estado,

12 de novembro de 2007 | 17h02

O secretário-chefe da Casa Civil do Estado de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira Filho, admitiu nesta segunda-feira que a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) poderá ser privatizada, mas negou que as outras 17 empresas estatais cujo valor o governo do Estado pretende avaliar também façam parte de qualquer plano de concessão à iniciativa privada."Não vamos privatizar evidentemente a Sabesp, uma empresa de importância vital para o Estado e que presta um serviço insubstituível", disse ele, após participar do seminário "Desafios e Perspectivas da Infra-Estrutura de São Paulo", realizado pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), na capital paulista. Ele negou também que o governo tenha intenção de privatizar o banco Nossa Caixa."A Cesp talvez possa vir a ser (privatizada), dependendo das condições de mercado e de decisões que o governador ainda precisa tomar. Mas não é nada absolutamente certo", ponderou. "A Cesp é uma empresa que hoje vende energia apenas no atacado. Ela não tem mais o contato direto com os consumidores. A distribuição já foi privatizada. E essa hipótese existe, mas isso não quer dizer que haja uma decisão", acrescentou.O secretário disse que o governo vai defender junto à Justiça a derrubada da liminar, ajuizada pela bancada petista na Assembléia Legislativa, que anulou o efeito dos contratos assinados com o Banco Fator e o Citibank, que receberiam R$ 20 milhões para avaliar o patrimônio e fazer a modelagem e execução de vendas dos ativos de todas as estatais do governo paulista - entre elas, Metrô, CDHU e CPTM, além da Cesp, Nossa Caixa e Sabesp."É sempre importante, para privatizar ou não privatizar, que o governo saiba exatamente o valor de seus ativos. O governo freqüentemente está dando garantias em projetos em que há parcerias entre iniciativa privada e empresas estatais, e é importante, eu diria vital, para a gestão do Estado que o Estado tenha uma visão atualizada do valor de seus ativos", disse.Para o líder do PT na Assembléia Legislativa, deputado Simão Pedro (PT-SP), não há justificativa para gastar R$ 20 milhões apenas para "satisfazer a curiosidade" do governo. O partido acredita que o governo tenha a intenção de privatizar as empresas, embora não admita publicamente."Isso é dinheiro público que foi investido e é preciso saber exatamente quanto vale e quais são as dívidas, os compromissos que afetam o valor do patrimônio e os riscos que pesam sobre esse valor. É uma medida de gestão saudável e absolutamente necessária", reiterou o secretário. "Não é uma curiosidade bisbilhoteira. É uma necessidade imposta pela gestão saber quanto vale o ativo do Estado de São Paulo e quais são os eventos presumíveis que podem afetar a venda desses ativos", defendeu o Aloysio Nunes.

Tudo o que sabemos sobre:
Sabesp

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.