Nas capitais, espaços para praticar e fazer contatos

Além de jogar golfe, executivos usam locais para reuniões

O Estadao de S.Paulo

13 de outubro de 2007 | 00h00

Além de novos empreendimentos residenciais no interior do País, o golfe começa a ganhar mais espaço também nos centros urbanos. Em São Paulo, já existem pelo menos dez campos de treinamento do esporte, também chamados de "driving ranges", segundo a Federação Paulista de Golfe. Em 2000, eram apenas dois. Outras cidades, como Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre, também criaram seus espaços para a prática do esporte.Ali, é possível praticar sem gastar horas - nem fortunas - numa mesma partida, fazer aulas particulares e até mesmo reuniões de negócios entre uma jogada e outra. No Onne Unigolf, empreendimento de R$ 5 milhões inaugurado há dois anos em São Paulo, o número de freqüentadores cresceu de 30% a 40% nos últimos 12 meses. Segundo a gerente Luciana Monteiro, chegam a passar 400 pessoas num único dia pelo espaço. São executivos - a maioria diretores e presidentes de empresas -, que vão ao local no final do dia praticar o esporte em um dos 27 boxes individuais. Para isso, pagam mensalidades de até R$ 540. Quem quiser dar suas tacadas "avulsas", porém, também tem vez. Por R$ 35, pode-se alugar um dos espaços por 45 minutos.O empresário Luiz Antônio Flecha de Lima, de 32 anos, começou há seis meses a fazer aulas semanais em um centro de treinamento, no fim do expediente. Ele começou a jogar para poder acompanhar seus colegas, também empresários, em partidas nos finais de semana, no interior do Estado.Dono de uma empresa de consultoria em comércio exterior e relações governamentais, Flecha de Lima conta que, desde que começou a jogar, já conheceu vários empresários com quem pode fechar negócios. "É um esporte 100% de relacionamento", diz ele, que costuma gastar cerca de R$ 1,5 mil por mês nas despesas com o esporte. No Unigolf, que fica na região da Marginal do Pinheiros, próximo a vários centros empresariais, há também uma sala de reuniões com vista para o campo de golfe. Algumas companhias, como GM, Nextel, Braskem e Sky, têm contratos fixos para usar o espaço. "Aqui, os executivos ficam mais à vontade", diz Luciana.

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