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Nas cores, a preferência continua sendo pelas neutras

A maioria escolhe o carro prata, cinza ou preto que não se desvaloriza

O Estadao de S.Paulo

29 de setembro de 2007 | 00h00

Os brasileiros ficaram ainda mais conservadores em relação às cores dos automóveis. Há uma década, 55,2% dos modelos novos vendidos no País eram branco, prata, cinza e preto. Em 2003, a participação dessas cores na frota subiu para 76,4% e, este ano, está só um pouco abaixo, em 74,9%.Segundo o gerente geral de marketing da Ford, Antonio Baltar, as empresas costumam fazer grandes investimentos para desenvolver cores novas, que nem sempre são aceitas pelos consumidores. ''''Nas pesquisas que fazemos com os clientes eles acham bonito, mas na hora de escolher, não compram.'''' Quando lançou o EcoSport, no início de 2003, a Ford ofereceu versões em amarelo, mas essa escolha não chegou a 1% das vendas. ''''Tiramos de linha'''', afirma Baltar.A Citroen também lançou um compacto premium C3 em azul forte ''''que ficou encalhado e teve de ser vendido com bônus'''', lembra um porta-voz da empresa. A tese é que carros coloridos perdem valor de revenda, enquanto os de tonalidade mais neutra não são tão depreciados e vendem mais rapidamente. Nesse caso, o que era mito virou fato no mercado, afirmam os revendedores.Nos Estados Unidos, 42,3% dos carros novos saem de fábrica nas quatro cores mais sóbrias e, na Europa, a participação é de 59%, segundo os últimos dados disponíveis pela PPG Industrial. A preferência pelo vermelho no Brasil é similar à dos europeus, na casa de 9%. Entre os americanos o vermelho é a cor escolhida por 14% dos compradores de automóveis.''''A partir de 2010 deve ocorrer mudanças no comportamento dos brasileiros'''', avalia Amorin, para quem as cores preto, prata e cinza ainda vão cobrir cerca de 60% dos carros nacionais, mas opções como vermelho, azul e verde devem ganhar um pouco mais de espaço nas ruas.SEM TETOApesar do clima quente na maior parte do ano, o brasileiro não gosta de carros conversíveis, ao contrário dos europeus, que querem aproveitar o máximo que puderem do escasso verão naquela região.Duas montadoras brasileiras que introduziram modelos dessa categoria em suas linhas, a General Motors, com o Kadett GSi, e a Ford, com o Escort XR-3, abandonaram os projetos em 2 a 4 anos depois do lançamento. As vendas não ultrapassavam 2 mil unidades ao ano.Aliado ao desconforto do sol forte na cabeça, a maioria dos brasileiros teme pela segurança, o que levou os conversíveis a sumirem das fábricas nacionais. Essas versões hoje são restritas aos esportivos de alto luxo, importados. Dos 89 modelos da Jaguar vendidos este ano, três eram conversíveis, nas versões XK e XKR, que custam entre R$ 480 mil e R$ 520 mil.Desde sua chegada ao Brasil, em 1994, a marca Audi vendeu cerca de 200 A4 Cabriolet conversíveis, que hoje custa R$ 352 mil. No mês passado, a empresa lançou o TT Roadster, ao preço de R$ 234,9 mil e espera vender de 25 a 30 unidades este ano. A Mercedes-Benz vendeu, no ano passado, 351 unidades do conversível SLK ao preço de R$ 218 mil.Já os carros com teto solar, aos poucos começam a aparecer. Nos modelos Ford, há opções no Fusion e no Focus, produzidos no México e na Argentina. Uma das primeiras experiências frustradas na indústria nacional foi com o Fusca. Em 1965, a Volkswagen lançou uma versão com teto solar. Foi logo chamado de ''''Cornowagen'''', o que determinou sua rejeição no mercado.Outros mitos derrubados, na opinião de Luiz Carlos Augusto, da consultoria Jato do Brasil, são em relação ao air bag - muitos temiam o risco de a bolsa explodir com facilidade - e às rodas de liga leve. Motoristas acreditavam que elas quebravam facilmente, enquanto as rodas de ferro eram mais resistentes. ''''Hoje não existe mais resistência aos dois itens.''''

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