Nasdaq despenca e derruba mercados

A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - despencou com a divulgação de resultados decepcionantes de grandes empresas, carregando os demais mercados. Nem a maior calma na crise política da base aliada foi capaz de conter o pessimismo, mesmo porque as denúncias entre algumas das principais lideranças nacionais estão longe de um desfecho favorável para os investidores.Para piorar a situação dos mercados brasileiros, as dificuldades econômicas na Argentina parecem estar se agravando. Espera-se que o novo ministro da Economia, Ricardo López Murphy, divulgue, na quinta-feira, um pacote de austeridade fiscal. Mas, com a recessão que já dura mais de 30 meses e uma taxa de desemprego acima de 14%, as resistências serão grandes. Os mercados já dão por encerrada a lua-de-mel com Murphy, e as cotações hoje já refletiam o pessimismo renovado, segundo o correspondente Vladimir Goitia.Nos Estados Unidos, as bolsas apresentaram quedas impressionantes. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 4,10%, a quinta maior de sua história. A Nasdaq fechou em queda de 6,30%, atingindo o nível mais baixo desde 19 de novembro de 1998.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 3,68%. O dólar fechou em R$ 2,0600, com alta de 0,64%. Esse é o valor mais alto da moeda norte-americana desde 4 de março de 1999. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 16,560% ao ano, frente a 16,471% ao ano ontem.

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