Natal com R$ 22 bilhões do 13º salário

O pagamento do 13º salário deve injetar neste fim de ano mais de R$ 22 bilhões na economia. A avaliação é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e será divulgada em poucos dias. O volume de recursos supera o estimado no ano passado, de R$ 21,5 bilhões. José Silvestre Prado de Oliveira, um dos economistas do Dieese envolvido no estudo, avalia que a injeção de recursos na economia será maior pelo crescimento do PIB este ano, entre 3,5% e 4%, e pela redução do desemprego, ainda que o rendimento médio tenha caído. O coordenador técnico do estudo, Sérgio Mendonça, explica que houve queda do salário médio real, mas há a contrapartida do gradual aumento do emprego. O resultado, explica, é que a massa salarial poderá equilibrar-se e deverá fechar o ano igual a 1999. Mendonça prevê aumento do consumo neste fim de ano. "Mesmo que as pessoas tenham o mesmo rendimento, elas estão estimuladas a se endividarem, pois as condições de crédito este ano são melhores que as do ano passado", afirma. Além disso, há tendência, no final do ano, de quitação de dívidas.Comerciantes esperam venda melhores que no ano passado, mas sem euforiaSegundo a Pesquisa de Opinião do Comerciante (POC) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), que mede a expectativa dos empresários de varejo para novembro, o porcentual de pessimistas cresceu de 26% para 30% entre os meses de setembro e outubro. O economista da FCESP, Fábio Pina, acredita que "os comerciantes perceberam que os juros não vão baixar e que talvez o Banco Central possa até decidir elevá-los". Segundo ele, a perspectiva é de vendas maiores que as apuradas no ano passado, mas sem exageros e com uma certeza: não há espaço para aumentos de preços. Isso porque os consumidores estão com a renda limitada e mudaram seu comportamento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.