Natal foi morno no comércio paulista

O Natal foi considerado "morno" pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com predomínio da venda de bens de pequeno valor, geralmente pagas em cheque. Segundo o balanço divulgado hoje, as vendas cresceram 4,1% em comparação com 2004, o pior resultado desde 2002, quando as vendas ficaram estáveis. Para 2006, o presidente da associação, Guilherme Afif Domingos, prevê um crescimento de vendas entre 4% a 4,5%. O fraco desempenho das vendas de Natal pelo crediário, segundo a associação, deve-se às taxas de juros ainda muito altas, e também ao aperto nos orçamentos dos consumidores. Segundo Afif, desde que as taxas de juros continuem a cair, a expectativa é de que a economia tenha uma expansão de 3% a 3,5%, o que poderia resultar em aumento de até 4,5% do comércio em 2006.Para ele, as expectativas para o próximo ano dependem da extensão da política de gastos do governo Lula e também da disposição do Banco Central em reduzir os juros. "As condições externas continuam favoráveis tanto para as exportações como para a captação de recursos, mas as incertezas internas aumentaram", disse.De acordo com a Associação Comercial de São Paulo, as consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) aumentaram apenas 1,7% nos primeiros 25 dias de dezembro, em relação ao mesmo período de 2004. Já as consultas ao Usecheque, indicador das vendas à vista, subiram 6,5% no mesmo período. No ano, as consultas ao SCPC, da Associação Comercial de São Paulo, cresceram 5% neste ano em comparação com 2004 Já as consultas ao UseCheque tiveram expansão de 3,5% neste ano em relação a 2004.O número de pedidos de falência de estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo caiu 48,1% neste ano em comparação com 2004. Neste ano, foram encaminhados 2.266 pedidos, contra 4.369 em 2004. Houve queda de 17,7% das falências decretas, com 525 neste ano, contra 638 em 2004. Já o número de concordas requeridas aumentou 15,4%. Foram feitos 60 pedidos neste ano, contra 52, em 2004. O número de concordatas deferidas teve recuo, com 20 casos neste ano contra 24, no ano passado.

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