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Natal foi o pior em vendas dos últimos dez anos para shoppings

Pesquisa da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) aponta para recuo de 2,8% em volume comercializado nos centros comerciais

Renato Jakitas, O Estado de S. Paulo

26 de dezembro de 2015 | 13h04

O Natal deste ano foi o pior em volume de vendas em dez anos para os shoppings centers brasileiros, segundo dados divulgados neste sábado, 26, pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). As vendas, de acordo com a entidade, tiveram queda de 2,8% em relação ao ano anterior - 1% em termos reais, já descontada a inflação -, fechando o período como o pior já registrado pela série histórica, que teve início em 2005.

Os dados foram apurados pela associação em uma pesquisa com 150 empresas de varejo que reúnem 7,5 mil lojas, levando em conta as vendas de 1.º de dezembro até o dia 24, véspera de Natal. 

“O mercado como um todo já esperava por um resultado desses. Os estoques estavam altos desde o início do ano e o consumidor estava mais receoso”, disse Luís Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Alshop.

Os segmentos que apresentaram aumento no volume de vendas, sempre na comparação com 2014, foram os de perfumaria e cosméticos, com alta de 3,7%, seguidos pelo de joias e relógios, com crescimento de 3,2%.

Na outra ponta, os artigos de decoração para o lar registraram um recuo de 13,3% nas vendas. As vendas de vestuário apresentaram queda de 5,8%. Os produtos eletroeletrônicos tiveram queda de 2%.

Até mesmo as vendas de brinquedos, segmento tradicionalmente motivador do comércio nesse período do ano, apresentaram queda de 0,8%.

A entidade atribui o fraco desempenho à falta de crédito, juros altos, inflação elevada, desemprego, insegurança de consumidores e empresários e disparada do dólar, que encarece os produtos importados.

Menos vagas. Segundo a Alshop, as contratações de empregados temporários também caiu neste ano em relação a 2014: foram 96 mil colaboradores contratados em 2015 contra 138 mil do ano passado, redução de 30%.

O comércio de rua também teve desempenho fraco neste fim de ano. Na véspera de Natal, por exemplo, a região da Rua 25 de Março, tradicional polo de comércio popular na região central de São Paulo, recebeu poucos consumidores, ao contrário de anos passados, quando a região ficava lotada em razão das compras de última hora.

Já as vendas pela Internet tiveram alta de 26% em relação ao ano passado, para R$ 7,4 bilhões, segundo a empresa E-Bit/Buscapé.

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