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Natal injeta R$ 88,7 bi na economia

O pagamento do 13º salário deve injetar R$ 53,7 bilhões na economia até dezembro, R$ 5,6 bilhões a mais do que em 2006, estima o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Bancos e financeiras devem emprestar outros R$ 35 bilhões ao consumidor no próximo trimestre, o que representará um ingresso adicional de R$ 8,1 bilhões em relação a igual período de 2006, segundo cálculos da agência de classificação de risco Austin Rating.No total, a massa de recursos atinge R$ 88,7 bilhões, o equivalente a 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para 2007, de R$ 2,538 trilhões. "Vamos ter um fim de ano gordo para as famílias, que deve se refletir num importante aumento das vendas no varejo", diz o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, que fez os cálculos sobre o 13º salário.Para Pochmann, a maior parte desse dinheiro deverá ir para o consumo, e o restante, para pagar dívidas ou para a poupança. O aporte desses recursos na economia, segundo ele, deve compensar parte dos efeitos negativos das recentes turbulências no mercado financeiro global. "A massa do 13º salário cresceu graças ao aumento do valor do salário mínimo e à ampliação do emprego formal no País, além do bom desempenho das campanhas salariais", diz Pochmann.As empresas têm até 30 de novembro para pagar a primeira parcela do décimo terceiro salário (50%) e o restante até 20 de dezembro. Parte dos R$ 53,7 bilhões estimados para a massa do 13º já foi recebida por quem tirou férias e pelos aposentados e pensionistas, que, pelo segundo ano consecutivo, receberam a primeira parcela do abono em setembro.Para calcular o ingresso desses valores na economia, Pochmann levou em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), além de informações do Ministério da Previdência Social.Ao lado do 13º salário, o crédito também vai impulsionar o aumento do consumo no último trimestre do ano. Uma parte do dinheiro vai ser usada para cobrir algumas dívidas, mas o grosso dos R$ 35 bilhões de empréstimos concedidos entre outubro e dezembro será destinado para a compra de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, veículos e imóveis, afirma o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues."Vai ser um fim de ano animado", afirma o presidente da financeira Losango e diretor do HSBC, Henrique Frayha. Segundo ele, a expectativa é de que o volume de financiamento no quarto trimestre seja 35% superior ao do terceiro trimestre. Até agora, diz ele, boa parte dos financiamentos concedidos tem sido para comprar eletroeletrônicos, material de construção, móveis e material de informática.

Marcelo Rehder e Renée Pereira, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2024 | 00h00

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