Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Nathan Blanche, sócio da Tendências Consultoria Integrada

DILMA

O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2016 | 23h59

‘A perspectiva ruim pioraria’

“O mercado hoje tem uma aposta muito firme em relação ao impeachment. Isso não é fundamento. São apostas de que o governo vai cair feitas por diferentes agentes econômicos. São vários os indicadores dessas perspectivas. A velocidade da apreciação do câmbio na semana que passou. A queda, de cerca de 500 pontos para 360 pontos do CDS (sigla para Credit Default Swap, título que funciona como um termômetro de risco de calote). A situação da economia é muito séria e a permanência dela levaria a uma reação ruim. Pioraria o cenário que já não é bom. Todos os indicadores tenderiam a apresentar uma piora.

TEMER

‘A chance para medidas certas’

A herança que temos aí não se resolve com faltas promessas ou blá-blá-blá. Temos uma conta alta para pagar e precisamos atrair capital de longo prazo. Os investidores vão querer ver um programa de longo prazo. A agenda não é fácil. Temos de recuperar o tripé e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Publicar e programar agenda de privatizações e concessões. Cortar e demitir, nos ministérios, atacando os cabides de empregos dos cargos comissionados – 20 mil no mínimo. Abrir a economia. Isso sem falar nas reformas, da Previdência e trabalhista. O governo Temer terá a chance adotar as medidas certas. E vai precisar de coragem.

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