Natura vê mais competição; lucro vem abaixo do previsto

A empresa de cosméticos Natura teve lucro líquido de 188,1 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 1,8 por cento contra igual período do ano passado, em meio a um ambiente de competição maior.

REUTERS

20 de julho de 2011 | 19h32

O resultado veio abaixo da média das estimativas de quatro analistas obtidas pela Reuters, que apontava para lucro de 211,5 milhões de reais no período.

A receita líquida de abril a junho foi de 1,39 bilhão de reais, avanço de 8,6 por cento sobre um ano antes. A média das projeções dos analistas era de avanço de 12,1 por cento do faturamento.

No relatório trimestral, a Natura disse que o mercado tornou-se "ainda mais dinâmico e competitivo".

"A desaceleração nas taxas de crescimento da economia e do mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, bem como nosso desempenho abaixo das expectativas, nos orientam a adotar as correções necessárias para manter adequada a lucratividade da empresa nesse ano", afirmou a companhia.

Citando dados do sindicato que representa o setor de cosméticos, a Natura informou que o mercado alvo da companhia cresceu 9,5 por cento nos quatro primeiros meses de 2011 --números mais recentes disponíveis--, abaixo dos 13,5 por cento um ano antes.

Apesar do ambiente desafiador, a Natura disse ter encerrado abril com market share no Brasil de 25,4 por cento, seu maior patamar.

O custo dos produtos vendidos subiu em ritmo inferior ao da receita no segundo trimestre, na comparação anual, com acréscimo de 3,2 por cento. Mas, diante da competição maior, as despesas com vendas avançaram 17,5 por cento, para 486,4 milhões de reais, nos três meses até junho.

O Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- caiu 1,4 por cento na mesma base de comparação, para 327,3 milhões de reais.

A margem Ebitda recuou para 23,5 por cento, contra 25,9 por cento no segundo trimestre de 2010.

RETORNO A ACIONISTAS

O Conselho de Administração da Natura aprovou em reunião nesta quarta-feira um programa de recompra de ações de até 2,3 por cento dos papéis em circulação para atender ao exercício de opções de compra de ações da companhia.

Além disso, foi aprovada proposta da diretoria para o pagamento, em 12 de agosto de 2011, de dividendos sobre os resultados do primeiro semestre de 295,3 milhões de reais e juros sobre o capital próprio referente ao período de 1o de janeiro a 20 de julho no valor de 31,9 milhões de reais líquidos de imposto de renda.

(Por Cesar Bianconi)

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