Navegar é preciso e fácil. E ganha adeptos

Desbloqueio do aparelho é cada vez mais comum

O Estadao de S.Paulo

16 de março de 2008 | 00h00

"É gritante a diferença ao migrar de um smartphone Treo (um modelo de celular repleto de recursos) para um iPhone", diz o empresário Alexandre Hadade, diretor da empresa de tecnologia em serviços gráficos Arizona. "Quando estou em um jantar e conheço um potencial cliente, pego o meu iPhone e mostro, com infinita qualidade da tela, o filme de três minutos com a apresentação comercial de minha empresa. O interlocutor entende tudo o que posso fazer por ele, sem gastar muito tempo", festeja Hadade.Ao trazer o seu modelo, fez questão de declarar na alfândega a compra feita por US$ 399, para, em sua interpretação, "não ter problemas". Hadade se encarregou de desbloquear o aparelho consultando um site na internet, onde há anúncios oferecendo o serviço por R$ 300. Já o advogado Wilson Mello conta que o profissional que fez o serviço para ele disse que, nos últimos meses, desbloqueou mais de 2 mil iPhones para clientes. Levantamento da consultoria Predicta, especializada em gerenciamento de dados online para anunciantes e portais, usa uma ferramenta que é capaz de identificar os acessos à internet via iPhone. Nos últimos seis meses, o volume pulou de 8.500 por mês para 105 mil, segundo a aferição de fevereiro. "É um crescimento de uso, de algo ainda não vendido oficialmente no País, de 1.129%", constata surpresa Clécia Simões, gerente de marketing da empresa.A atração que mobiliza os consumidores do seleto clube do iPhone brasileiro reside exatamente na simplicidade do sistema operacional criado pela Apple. "O sistema de navegação para localizar endereços funciona melhor nos EUA, onde há muitos satélites abertos, mas mesmo assim dá pra usar aqui", diz o publicitário Luciano Traldi. "Outra vantagem do aparelho, que será melhor explorada no futuro, é a facilidade de funcionar em rede wi-fi." Hadade não reclama mais de acompanhar a mulher às compras no shopping. "Sento em um banco com o meu iPhone me conecto e nem reclamo do tempo." Mesma sorte não teve o publicitário e consultor Luis Grottera: "Dei um iPhone para minha mulher há três dias e, desde então, ela não faz mais sexo comigo".

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